quarta-feira, 26 de fevereiro de 2020

Descubra a diferença entre desvalorização e rendimento negativo

rendimento negativo

Se você já se aventurou no mundo da renda variável, ou ao menos entende um pouco sobre o assunto, já sabe que a desvalorização de um ativo é algo bastante comum de acontecer. Mas, e rendimento negativo, você já ouviu falar?

Será que é a mesma coisa? Se você quer descobrir, continue lendo esse texto.

Pensando nos mais ansiosos, já respondemos de cara: NÃO, desvalorização e rendimento negativo não são a mesma coisa.

O que é desvalorização?

Quando pensamos na desvalorização de um ativo, nada mais é do que a perda de valor que ele sofre.

Por exemplo: vamos supor que você comprou uma ação a R$ 10,00, se uma semana depois ela passa a ser negociada por R$ 9,00, significa que essa ação sofreu uma desvalorização de 10% (bastante grande, inclusive).

Essa desvalorização pode acontecer por inúmeros motivos, mas, a grosso modo, podemos dizer que dois fatores são determinantes:

  1. O desempenho de uma empresa. Isto é, se ela gera lucro, se ela apresenta um crescimento constante, se o setor como um todo está em alta, entre outros fatores que refletem no desempenho da empresa.
  2. Oferta e demanda. Nesse quesito, como foi dito uma vez no Rico Matinal (relatório escrito pelos analistas da Rico, Thiago Salomão, Matheus Soares e Lucas Colazzo), o mercado de ações não é muito diferente do de bananas: Se tem muitas pessoas querendo vender e poucas querendo comprar, tanto o ativo quanto a banana irão se desvalorizar.

Agora que já está claro pra você o que é e como acontece a desvalorização de uma empresa, vamos ao que é rendimento negativo.

O que é rendimento negativo?

Rendimento negativo é quando a valorização, portanto, positiva, de algum produto é menor do que a inflação do país no período escolhido.

E com a Selic a 4,25% ao ano, isso está acontecendo com alguns investimentos de renda fixa. Dentre eles, a terrível poupança.

Para calcular o rendimento da poupança, basta fazer 70% do valor da selic + a Taxa Referencial, que hoje é praticamente zero.

Então, 70% de 4,25, temos um rendimento anual de apenas 2,97%.

Com a projeção do Relatório Focus de 17 de fevereiro para a inflação ao final do ano ser de 3,25%, percebemos que a poupança está, de fato, apresentando um rendimento negativo.

Para resumir, deixar o dinheiro na poupança faz com que você perca poder de compra, o que mostra o quão arcaico é esse investimento.

É quase o mesmo do que guardar dinheiro em um cofrinho ou embaixo do colchão.

Na Rico, você encontra opções tão seguras quanto a poupança e que rendem muito mais do que ela e do que a inflação. Abra sua conta e saiba mais.

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Messem Investimentos apresenta a InSummit 2020: evento exclusivo para investidores; Saiba como participar

InSummit 2020

Pela primeira vez, a Messem Investimentos, eleita o melhor escritório de investimentos do Brasil em 2019 pela XP Investimentos, realizará o evento InSummit, exclusivo para investidores em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul.

O evento promete trazer um espaço para o público se conectar com outros investidores e assistir palestras com grandes nomes do mercado financeiro e do empreendedorismo.

A experiência contará com nomes como o economista Ricardo Amorim, que tem experiência de mais de 20 anos no mercado financeiro, além do empresário e um dos maiores investidores pessoa física da bolsa, Lirio Parisotto, com mais nomes a serem anunciados em breve.

A primeira edição da InSummit chega em um momento em que o mercado está se transformando, a economia começando a dar sinais de recuperação, e com a taxa de juros em seu patamar histórico, todo conhecimento fará diferença para o investidor continuar ganhando.

A renda fixa não oferece mais os retornos como quando a Selic estava em dois dígitos e a renda variável passa a oferecer as melhores oportunidades. Mas diversificar e escolher os investimentos adequados pode ser uma tarefa difícil sem entender o cenário atual.

Por isso, participar de um evento que permite o contato direto com outros investidores e nomes de importantes do mercado financeiro, é essencial para otimizar os lucros no atual cenário brasileiro.

Insummit 2020

Com mais de 15 mil clientes e R$ 8 bilhões sob custódia, a Messem é um escritório credenciado à XP Investimentos e está motivada em levar para o maior número de brasileiros acesso à informação financeira de qualidade.

Até por isso, a escolha da InSummit 2020 ser fora do eixo Rio-SP, que está acostumado a receber eventos desse porte.

A ideia é trazer para os investidores de Porto Alegre e região informação atual, relevante e de qualidade de pessoas que atuam diretamente com o mercado financeiro.

Palestrantes

Ricardo Amorim

Insummit 2020
Ricardo Amorim (Foto: Everton Rosa)

Economista, formado pela USP, é pós-graduado em Administração e Finanças Internacionais pela ESSEC de Paris.

Atua no mercado financeiro desde 1992, trabalhou em Nova York, Paris e São Paulo, sempre como economista e estrategista de investimentos.

Atualmente é um dos apresentadores do programa Manhattan Conection, na GloboNews, e colunista da Revista Istoé.

Amorim também ganhou o Prêmio Os + Admirados da Imprensa de Economia, Negócios e Finanças em 2017, 2018 e 2019.

Lírio Albino Parisotto

InSummit 2020
Lírio Albino Parisotto (Foto: Liz Vanin Parisotto)

Gaúcho de Nova Bassano, formou-se médico mas conquistou enorme sucesso como empresário e investidor em diversas áreas, através de sucessivas reinvenções.

Após uma trajetória sólida no competitivo varejo de eletroeletrônicos em Caxias do Sul, criou em 1988 a Videolar, empresa que de forma notória escreveu a história do mercado brasileiro de mídias, de início com o VHS, os áudio cassetes, os disquetes e logo com os CDs e DVDs.

Em 2003, Parisotto ergueu assim a primeira petroquímica da Região Norte para fabricar a resina poliestireno, de consumo próprio nos estojos de suas mídias e também para as empresas do Polo Industrial de Manaus.

Em 2014, comprou a petroquímica Innova, em Triunfo (RS), produtora do monômero estireno e do poliestireno.

Lírio Parisotto é conhecido como um investidor que busca o longo prazo e mira as empresas com altos dividendos.

É o único empreendedor da América Latina escolhido para figurar no livro The Billion Dollar Secret, de Rafael Badziag, junto a vinte mega empreendedores de todo o planeta.

Serviço

A InSummit 2020 acontece no dia 4 de abril, na Casa NXT, em Porto Alegre. Os ingressos começam a ser vendidos por a partir de R$ 399.

Para garantir o seu, clique aqui.

Data do evento: 04 de abril de 2020

Onde: Casa NTX, Av. das Indústrias, 1395 – Anchieta, Porto Alegre

Primeiro Lote: a partir de R$ 399

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Juliana Mendonça – Foxbit Indica

Você quer aprender sobre o mercado financeiro, mas não aprende em nenhum lugar? Separamos mais um Foxbit Indica para você!

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Juliana Mendonça em seu canal do Youtube

Julia Mendonça possui um dos principais canais de finanças do país com dicas em como investir, maneiras de descomplicar um dos assuntos mais complexos, onde investir e porque.

Além de trazer vídeos com explicações de fácil entendimento, ela é colunista no UOL economia com o quadro descomplica, integrou o elenco de: O Aprendiz e em suas redes sociais mantém seu público atento com o que acontece de mais importante no mundo das finanças.

Muitos elogios são feitos ao seu canal pela variedade de temas que são explicados de maneira simples e prática, fazendo você se interessar pelo assunto!

Curtiu? Toda semana trazemos indicações de livros, filmes, podcasts, artigos ou séries sobre o mercado financeiro para você se educar e informar de maneiras diferentes.

Siga nossas redes sociais e não perca as indicações semanais!

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Cinco respostas para suas dúvidas sobre a Bolsa na crise do coronavírus

Fechada desde sexta-feira por causa do Carnaval, a Bolsa de Valores brasileira B3 reabre às 13h hoje. A expectativa dos analistas é que as ações sofram uma forte queda por causa da epidemia do coronavírus, que está se espalhando pelo mundo. Leia a seguir cinco respostas para as perguntas que estão martelando na cabeça do investidor em renda variável neste momento:

 

Por que a Bolsa de Valores cai com a epidemia de coronavírus?

Porque a gripe pode fazer os consumidores se trancar em casa com medo de pegar a doença e as empesas, suspender suas atividades. Esse movimento gera um efeito cascata na economia, que se desacelera. Assim, as companhias abertas têm menos lucros para distribuir aos seus acionistas. É muito difícil prever a magnitude da redução dos dividendos, por isso, na dúvida, alguns investidores preferem se livrar dos seus papeis e correr para alguma aplicação tida como mais segura, como os títulos de renda fixa.


O que eu devo fazer com a minha carteira de ações neste momento?

O pânico é um péssimo conselheiro. A maior parte dos especialistas em mercado de ações recomenda aos investidores que não tomem nenhuma atitude no calor da situação, por medo. Uma vez que se vende os papeis em queda, não dá mais para recuperar o prejuízo. Mas, caso a crise se mostre menos grave do que o que parece a princípio e a Bolsa se recupere, quem fica com as ações evita essa perda. O investimento em ações deve sempre ser realizado pensando no longo prazo, então operações que consideram apenas a tendência do dia ou da semana devem ser evitadas.


Como as empresas brasileiras podem sofrer com a crise do coronavírus?

As primeiras vítimas do surto devem ser as companhias aéreas, porque muitos turistas ou viajantes a negócios devem diminuir os deslocamentos pelo temor de contaminação. As empresas brasileiras têm muitos acordos de compartilhamento de voos com estrangeiras, das quais várias já suspenderem rotas para a China, que é até o momento o país mais afetado. Depois, vêm as produtoras de matérias-primas, como as mineradoras e as petroleiras, cujos produtos têm preços definidos de acordo com a demanda internacional e ficam, assim, mais sujeitas à desaceleração da atividade em outras regiões do mundo. Apesar de ter grandes exportadoras, o Brasil ainda é um país considerado fechado para o comércio internacional, então os demais setores tendem a sofrer um pouco menos. Ontem à noite, o Ministério da Saúde confirmou que o primeiro teste de um paciente internado em um hospital de São Paulo deu positivo para o coronavírus. O resultado do exame de confirmação deve sair na manhã de hoje. Se a epidemia se espalhar pelo país, a economia local pode ser mais afetada.


Por que alguns analistas dizem que a baixa das ações pode ser uma boa oportunidade de compra?

Porque existe uma diferença de graus de sofrimento das empresas com a crise. As empresas aéreas tendem a sentir mais o impacto de um surto de gripe, enquanto as farmacêuticas podem lucrar, por exemplo. Porém, em um primeiro momento, por causa das incertezas do alcance da epidemia, muitos acionistas entram em pânico, querem sair correndo da Bolsa e vendem todos os seus papeis indiscriminadamente. A diferença de visões sobre as consequências das turbulências faz com que outros investidores queiram comprar essas ações – no mercado, toda vez que alguém vende um papel, alguém necessariamente tem que comprar. E quem está na ponta compradora pode pechinchar e pagar um preço mais baixo pelo papel que lhe interessa, mirando o longo prazo.

O que eu faço se achar que a crise vai ser grave e não quiser correr mais o risco da Bolsa?

Venda os papeis – consciente de que, dependendo do preço que pagou por eles, pode ter perdas – e coloque o dinheiro em uma aplicação conservadora, como a poupança ou títulos do Tesouro Nacional. Em momentos de turbulência e incerteza, é recomendado também dobrar o cuidado com papeis de renda fixa de empresas. Esse tipo de investimento, que é, a grosso modo, como uma nota promissória emitida pelas empresas, é considerado de menor risco, mas não de zero risco – afinal, algumas companhias podem sofrer muito com o surto e deixar de pagar as suas dívidas.

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Sorria, o dólar não para de subir

Quase toda semana falamos que este episódio é especial, e você caro ouvinte e leitor, já não deve creditar mais nisso. Mas nesse caso também é realidade.

Começamos nesta semana algo diferente, mas que vamos fazer sempre: o Macro Pickers.

Depois de 40 episódios você já deve ter entendido que a macroeconomia e seus indicadores são importantes para nossos stock pickers. Se eles estão sempre falando de PIB, Selic, curva de juros, é por que isso isso pesa, e muito, nas teses de investimentos em ações.

Por isso, pela primeira vez na história tivemos um episódio 100% macro, que na verdade inaugura nossa nova séria Macro Pickers, que deve ser mensal. Trouxemos dois “dinossauros” desse mercado: Mário Torós, que teve uma longa carreira no Santander, foi diretor do Banco Central e hoje é gestor na Ibiúna.

Completando a mesa, Júlio Fernandes, que tem 25 anos de mercado 13 no lendário BBM (spoiler alert) e gestor do XP Macro, desde 2016.

Eles deram uma verdadeira aula sobre os novos patamares do câmbio e sobre dois fatos que o Brasil está começando se acostumar: o dólar em alta, agora, não é uma má notícia; e o dólar em alta não quer mais dizer que a Bolsa vai cair.

É claro que, numa mesa cheia de macros, a Selic não deixaria de ser assunto. Os dois explicaram porque a taxa tende a permanecer baixa por mais tempo e por que é possível ainda ganhar dinheiro com ela.

E já que eles são macros, mas a casa é de stock pickers, não escaparam de dar também suas opiniões sobre a o que vai acontecer com a Bolsa: para Júlio, ainda dá para ganhar dinheiro, mas Torós não está tão otimista. É só ouvir para entender.

Apresentado por Thiago Salomão, analista da Rico Investimentos, e Renato Santiago, do InfoMoney, o Stock Pickers vai ao ar toda quinta-feira. Você pode seguir e escutar pelo Spotify, Spreaker, Deezer, iTunes e Google Podcasts.

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Comprovantes para Imposto de Renda devem ser enviados até sexta

As empresas e as instituições financeiras têm até sexta-feira (28) para enviar aos contribuintes os comprovantes de rendimentos referentes ao ano passado. Os informes são usados para o preenchimento da declaração do Imposto de Renda (IR) Pessoa Física 2020, cujo prazo de entrega começa na segunda-feira (2).

Os dados não precisam ser enviados pelos Correios. Os comprovantes podem ser mandados por e-mail, serem baixados na internet ou divulgados em aplicativos para dispositivos móveis. Os documentos de rendimento servem para a Receita Federal cruzar informações e verificar se o contribuinte preencheu dados errados ou sonegou imposto.

Os documentos fornecidos pelos empregadores devem conter os valores recebidos pelos contribuintes no ano anterior, assim como detalhar os valores descontados para a Previdência Social e o Imposto de Renda recolhido na fonte. Contribuições para a Previdência Complementar da empresa e aportes para o plano de saúde coletivo devem ser informados, caso existam.

Comprovantes do Imposto de Renda na internet

Os aposentados e os pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) podem pegar os comprovantes na internet. O documento está disponível na página Meu INSS ou no aplicativo de mesmo nome disponível para os sistemas Android e iOS. O segurado deve digitar a mesma senha para consultar os demais extratos. Caso não tenha senha, basta seguir os passos informados pelo site.

Planos de saúde individuais e fundos de pensão também são obrigados a fornecer os comprovantes, cujos dados serão usados para o contribuinte deduzir os valores cobrados no Imposto de Renda. Os bancos e corretoras devem informar os valores de todas as contas correntes e de todos os investimentos. Caso o contribuinte tenha conta em mais de uma instituição, deve obter os comprovantes de todas elas.

Atraso e erros

Caso o contribuinte não receba os informes no prazo, deve procurar o setor de recursos humanos da empresa ou o gerente da instituição financeira. Se o atraso persistir, a Receita Federal pode ser acionada. Em caso de erros ou de divergência de dados, é necessário pedir um novo documento corrigido.

Se não receber os dados certos antes de 30 de abril, dia final de entrega da declaração, o contribuinte não deve perder o prazo e ser multado. É possível enviar uma versão preliminar da declaração e depois fazer uma declaração retificadora.

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Aumenta o endividamento de famílias de classe baixa no país

São Paulo – A maioria das famílias das classes C, D e E está endividada, e as dívidas têm aumentado. De acordo com pesquisa realizada pela consultoria Plano CDE a pedido do Banco PAN, 16% das famílias com renda até 4.999 reais não tinham pendências financeiras há um ano mas passaram a ter, enquanto 19% tinham débitos e eles aumentaram no mesmo período. Por outro lado, 34% dos entrevistados conseguiram reduzir seus passivos, mas não zerá-los.

Cortar gastos supérfluos tem sido o jeito encontrado pelas famílias para driblar a falta de dinheiro no fim do mês. Despesas com alimentação fora de casa, lazer, compras de roupas e sapatos e até serviços de beleza estão na lista de itens excluídos.

“As famílias de baixa renda têm como meta comprar casa própria, quitar dívida e se formar na faculdade. Já aquelas com renda acima de 4.999 reais têm, entre seus objetivos, conquistar uma aposentadoria tranquila”, explica Pedro Poli Romero, superintendente de Banco Digital no PAN. Essa discrepância de propósitos mostra que as classes mais baixas têm dificuldade para fazer planejamento financeiro de longo prazo, o que não surpreende, afinal, estão lutando para resolver o curto prazo.

Até porque o desemprego é mais acentuado entre os mais pobres. De acordo com a pesquisa, enquanto 16% das classes C, D e E buscam emprego, apenas 5% das classes mais altas o fazem. Uma das explicações é a menor escolaridade em relação aos mais ricos. Enquanto apenas 30% daqueles com renda familiar até 4.999 reais se formaram na faculdade, o percentual sobe para 62% no caso das pessoas com renda acima desse valor.

Esse quadro tem reflexos até nos hábitos de consumo pela internet. De acordo com levantamento, 35% dos mais pobres não confiam ou não acham seguro fazer compras pela rede de computadores. Já 29% não possuem cartão de crédito, o que dificulta realizar esse tipo de transação.

No mundo físico, a situação não é tão mais fácil. Segundo 85% dos entrevistados das classes inferiores, eles já foram barrados pela porta giratória das agências e 25% foram vigiados de perto pelos seguranças dos bancos.

Isso ajuda a explicar a visão negativa dessas instituições. Para 49% dos entrevistados de baixa renda, os bancos abusam de seus clientes; já 29% deles acham que os bancos só concedem crédito para quem não precisa de dinheiro.

De fato, a oferta de crédito é mais limitada para o grupo de menor renda. Apenas 35% das classes C, D e E têm crédito pré-aprovado – principalmente de 1.000 a 8.000 reais – contra 54% das famílias com renda de mais de 4.999 reais que, em geral, têm mais de 8.000 reais disponíveis. E o crédito tomado é normalmente mais relacionado a emergências do que a gastos planejados – especialmente na menor renda.

 

 

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domingo, 23 de fevereiro de 2020

Bolsa não está barata, mas juro baixo dá tranquilidade para investir, defendem gestores

SÃO PAULO – Com valorização desde 2016 e um avanço de 32% do Ibovespa apenas em 2019, investidores se questionam cada vez mais se as ações negociadas na Bolsa já estão caras. Na avaliação de gestores, ainda que o principal índice da B3 negocie a múltiplos acima dos níveis históricos, o cenário atual de juros baixos e inflação sob controle justificam o investimento e ainda dão margem para ganhos adicionais.

“Apesar de os preços estarem em outro patamar, o juro baixo nos dá tranquilidade para seguir investindo em renda variável”, afirmou Ary Zanetta, gestor da Brasil Capital, durante o painel de premiação dos melhores fundos da década do Ranking InfoMoney-Ibmec 2020, em São Paulo.

Luiz Parreiras, gestor da estratégia multimercado e previdência da Verde Asset, contou que a gestora chegou a reduzir a posição em ações no começo do ano por conta de preço, mas que voltou a comprar agora em fevereiro. Após recuar 1,6% em janeiro, o Ibovespa operava até o dia 19 de fevereiro com alta de 0,8%.

“Vimos no final do ano passado um excesso de euforia; cases que funcionaram muito bem para a gente em 2018 e 2019 estavam chegando a preços onde não necessariamente eu precisava vender, mas que também não queria incrementar o capital”, assinalou Parreiras.

Em sua última carta a cotistas, de janeiro, a Verde apontou que o principal fundo da casa mantinha pouco mais de 20% do portfólio alocado em ações no Brasil.

Na última década, o fundo CSHG Verde FIC FIM teve ganhos de 274,2% – o melhor desempenho entre multimercados no período. A gestora também foi premiada pelo retorno de 32,3% do fundo Verde AM Scena Advisory FIC FIM em 36 meses.

Leia também:
• Fundo Verde: a história do melhor multimercado da década
• Para gestores dos melhores fundos de ações do país, PIB mostrará se preços da Bolsa estão exagerados

Segundo Zanetta, da Brasil Capital, que também foi premiado pelo desempenho do fundo Brasil Capital FIC FIA nos últimos três anos, os preços das ações negociadas em Bolsa estão hoje “mais convidativos” quando comparados a 2016.

A avaliação foi compartilhada por Alexandre Silverio, CIO da AZ Quest, que disse nunca ter vivido, em seus 25 anos de carreira, um momento em que a relação entre o múltiplo preço/lucro das companhias e a taxa de juros brasileira estivesse tão favorável.

“Esse juro baixo é transformacional para os negócios no Brasil, não só pra quem está investindo em ativos de risco, buscando fundos de ações e fundos imobiliários, mas para o empreendedor, que está tomando a decisão na economia real”, disse.

Ele destacou que empresas expostas à economia doméstica, como as de consumo, varejo e saúde, estão operando em níveis mais altos de preços, porém argumentou que o movimento de alta faz sentido, dadas as perspectivas de crescimento do lucro no longo prazo.

Silverio afirmou que as companhias, em especial as ligadas à atividade local, estão vivendo um ambiente de expansão de margens operacionais e geração de caixa, com uma rolagem de dívida a taxas de juros muito mais baixas, o que contribui para a redução das despesas financeiras. “Essa dupla alavancagem (operacional e financeira) vai fazer com que o lucro das companhias siga crescendo muito acima do PIB”, disse.

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sábado, 22 de fevereiro de 2020

Banco pode se recusar a reembolsar golpe no cartão durante Carnaval

São Paulo – O coordenador de produtos financeiros Haron Alcântara Pinheiro, 35 anos, não pensou que uma compra feita com cartão em um ambulante, durante um domingo na Avenida Paulista, pudesse dar tanta dor de cabeça. Ele não percebeu que seu cartão foi trocado após a compra.

Fraude comum entre as quadrilhas nos últimos anos, ao fazer o pagamento e receber o seu cartão de volta, o fraudador faz a troca do cartão do portador por um outro parecido e pode usá-lo, já que teve acesso à senha quando o número foi digitado na maquininha.

Para piorar, a bateria do celular de Haron logo acabou. Quando chegou em casa, uma hora e meia depois, verificou que tinha recebido mensagens de compras negadas pelo banco. Foi aí que percebeu que havia alguma coisa errada e ligou para o Itaú realizar o bloqueio.

Até aquele momento, Haron pensava que o prejuízo tinha sido um saque de 500 reais feito no caixa eletrônico, já que com a conta bloqueada, ele não podia mais acessá-la. Fez então um boletim de ocorrência e foi até uma agência do banco pedir o ressarcimento dos 500 reais. A operação foi feita.

Contudo, quando sua conta foi desbloqueada, ele se deparou com dois gastos, feitos em um curto espaço de tempo, nos valores de 4,8 mil reais e 5,2 mil reais. “Fiquei três dias sem acesso à minha conta e o banco não me informou sobre essas transações, que saem muito do meu perfil. Só uso o cartão para pagar quantias pequenas”.

Quando Haron procurou o banco, ouviu como resposta que o valor de 10 mil reais, aproximadamente, não é reembolsável. Procurado, o Itaú Unibanco informa que o caso foi apurado internamente e que está em contato com o cliente para a sua resolução.

Cliente é protegido, mas negligência pode atrapalhar indenização

Segundo o Procon-SP, conforme o Código de Defesa do Consumidor, o banco é obrigado a indenizar o cliente em caso de fraudes. Contudo, é necessário analisar caso a caso. Caso o banco comprove que o cliente foi negligente, pode se recusar a ressarcir o dinheiro.

Pode ser o caso, por exemplo, de compras feitas sem a devida observação do valor inserido na maquininha. Com a chancela do consumidor, é mais difícil ressarcir o valor nesses casos. Contudo, o banco ainda pode ser responsabilizado porque faz parte do serviço de segurança da instituição financeira reconhecer e bloquear transações que saiam do perfil de compra do cliente. Portanto, nesses casos, vale a pena o consumidor buscar ajuda do Procon, reclamar ao Banco Central. Caso nada surta efeito, a recomendação é procurar um juizado de pequenas causas.

Questionados pela reportagem, os grandes bancos não respondem em quais situações podem se recusar a ressarcir o cliente.

O Santander apenas responde, em nota, que indica ao cliente verificar o valor da compra antes de digitar a senha e confirmar o pagamento e também olhar com atenção o cartão devolvido pelo comerciante. Em caso de perda ou roubo do cartão, a comunicação à Central de Atendimento deve ser imediata. O cliente também pode cancelar o cartão por meio do app Way.

Já a Caixa informa que quando o cliente contesta uma ou mais transações, avalia cada caso. Comprovada a fraude, efetua o ressarcimento dos valores. O banco informa que sua área de segurança realiza o monitoramento e mapeamento da atuação de quadrilhas especializadas, em colaboração com os órgãos de Segurança Pública competentes.

O Itaú informa que irá realizar operações de conscientização durante o carnaval como forma de reforçar a prevenção a golpes comuns durante a festa. Para ajudar o público a se proteger contra golpes direcionados a cartões que possuem a funcionalidade de pagamentos por aproximação, o banco mapeou alguns usuários nas redes sociais para distribuir um porta-cartões com tecnologia que bloqueia a função e impede a ação de criminosos.

Tome cuidado nas ruas

Com a aglomeração de pessoas em blocos, o folião deve redobrar a atenção para evitar golpes. Além de prestar atenção no cartão devolvido pelo comerciante, se o cartão cair por algum motivo e alguém se apressar em recolhê-lo, confirme se o plástico devolvido é o seu.

A Visa indica que, se necessário, o folião use um celular, relógios ou pulseiras para realizar as transações. Atualmente, quase todas as maquininhas já aceitam esse tipo de transação por aproximação. Dessa forma, é possível deixar o cartão protegido em casa e o meio de pagamento não sai da mão, evitando que vendedores troquem o cartão em um momento de distração

A transação é segura porque só é liberada com a autenticação do portador do cartão cadastrado. Você pode usar a biometria disponível no aparelho (digital ou autenticação facial, por íris), ou até mesmo digitar uma senha numérica cadastrada no celular para aprovar a transação.

A bandeira de cartões recomenda ainda mais um fator de proteção, como cadastrar a confirmação da compra para ser avisado por e-mail ou sms, no momento em que ela é feita. Assim é possível controlar gastos e ser avisado em caso de uma compra indevida.

Para prevenir roubos e furtos de cartões, o consumidor deve utilizar ainda bolsas que fiquem mais à frente e próximas ao corpo, como doleiras e pochetes. Também é recomendado não deixar senhas expostas, tanto em anotações na carteira, em bolsas ou em bloco de notas no celular.

É desnecessário também levar toda a carteira à festa. Nesse momento, levar um cartão, no máximo dois para uma contingência, além de um documento com foto é uma boa forma de se prevenir.

O que fazer em caso de problemas

No caso de perda ou roubo é indicado que o cliente comunique o mais rápido possível ao banco, para que não tenha prejuízos, como saques da conta ou o uso do limite do cartão de crédito, e também faça um boletim de ocorrência na delegacia mais próxima o quanto antes.

Para evitar problemas, é indicado fazer uma lista de telefones úteis para esses casos. Na Caixa, por exemplo, para bloquear o cartão Múltiplo, além de ligar para a central de atendimento de cartões também é necessário ligar para outro número para bloquear o cartão de débito.

No caso do cartão cadastrado no celular, é necessário que o portador entre primeiro em contato com a operadora de celular para cancelar a linha e também faça a comunicação para os emissores dos cartões que ele tem cadastrado naquele aparelho, para que os bancos possam tomar as medidas necessárias e realizar o bloqueio de tokens e credenciais.

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sexta-feira, 21 de fevereiro de 2020

Mitos e verdades sobre o bitcoin

Não dá para negar que o bitcoin está cada vez mais tomando espaço no mercado financeiro, ele pode ser um ativo relativamente novo, mas pelo “pouco” tempo que ele existe já inovou e mudou a vida de muitas pessoas. Entretanto, tudo que é novo causa receio e não é diferente com o bitcoin, que de tempos em tempos gera algum tipo de burburinho. E para tirar suas dúvidas vamos esclarecer aqui 9 mitos e verdades sobre o bitcoin.   

1 – Bitcoin é legal?

Verdade – Não existe qualquer proibição a respeito de negociação de criptomoedas. É permitido, comprar, vender ou acumular criptomoedas, entre tantas transações possíveis, tratam-se de atividades legais. Inclusive não está isento de tributação, pois, embora esse tipo de moeda não tenha uma regularização específica no Brasil, é preciso declarar no imposto de renda de acordo com a Receita Federal.

2 – Governos podem destruir o bitcoin?

Mito – O bitcoin é uma moeda descentralizada, independente de bancos centrais, governos ou de instituições financeiras, ou seja, nenhum país ou organização tem poder para fazer o criptoativo parar de funcionar.

3 – Bitcoin é seguro?

Verdade – O bitcoin funciona com base na tecnologia blockchain, que é uma cadeia de informações/blocos onde as transações são criptografadas, como se fosse um grande “livro contábil” que são registrados os valores que são enviados e recebidos. Além da criptografia que garante a segurança das transações e dados, a blockchain ainda é pública, o que significa que todas as pessoas podem ter acessos as transações e auditá-las, reduzindo o risco de fraudes ou falha humana.  

4 – Bitcoin é uma moeda criminosa?

Mito – Como qualquer bem de valor, por exemplo o dinheiro fiduciário (dólar, euro, real) ou ouro, o bitcoin é visado por criminosos, principalmente por ser de fácil uso, mas como a blockchain registra todas as transações, é possível rastreá-las.

5 – Posso ganhar dinheiro com bitcoin? 

Verdade – Se você for atrás de conhecimento e saber analisar o momento do mercado, aprender fazer a leitura de gráficos, é possível ganhar dinheiro com bitcoin sim, na compra e venda do criptoativo ou através da valorização do mesmo, por ser um criptoativo volátil. Mas para isso você tem que se dedicar, como tudo na vida e entender esse vasto mundo da criptoeconomia. No mercado existem falsas promessas, esquemas de pirâmides prometendo ganhos exorbitantes e sem risco. Fique atento!

6 – É fácil ter bitcoin?

Verdade – Você pode obter bitcoin a partir de pequenas frações, não é necessário comprar o ativo inteiro. Na foxbit você pode começar a negociar a partir de R$ 20,00 de maneira fácil e intuitiva.

7 – O Bitcoin é um esquema de pirâmide?

Mito – Um esquema de pirâmide consiste em capturar novos membros para entrar no negócio e o dinheiro se acumular para sustentar os ganhos dos mais antigos. O bitcoin por sua vez, trata-se de um criptoativo com quantidade finita e valor volátil que pode ser negociada de qualquer lugar do mundo. Apesar de usarem o bitcoin em pirâmides para atrair visualização, ele em si não é uma.   

Para investir com segurança em criptomoedas, é importante estudar sobre o mercado, avaliar riscos e procurar por uma plataforma segura, que ajude a tirar dúvidas sobre o assunto.

8 – Bitcoin é anônimo?

Mito – As transações na rede blockchain podem ser visualizadas e pesquisadas na internet, cada transação na blockchain é feita com um pseudônimo denominado chave pública, essa chave é o endereço da carteira bitcoin do usuário, que fica no livro de registros da rede blockchain. Exemplo, de: 17SkEw2md5avVNyYgj6RiXuQKNwkXaxFyQ para: 13TETb2WMr58mexBaNq1jmXV1J7Abk2tE2.

9 – O bitcoin é realmente escasso?

Verdade – Não é só escasso como tem uma quantidade máxima de bitcoin a ser atingido. O que torna o bitcoin um ativo diferente dos outros, utilizado como reserva de valor ou de moedas fiduciárias (dólar,euro,real) que podem ser impressos a vontade pelo governo, causando inflação, é que possui uma quantidade prevista de emissão de 21 milhões de bitcoins.

Agora que você já está mais por dentro dos mitos e verdades do bitcoin, aproveite para começar a negociar em nossa plataforma e para mais conteúdos educativos como esse, acesse nosso blog e nos siga em nossas redes sociais. 

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Quatro ex-deputados federais acertam bolão e dividem a quinta da Mega-Sena

Brasília — Quatro ex-deputados federais e um ex-prefeito acertaram cinco números do concurso 2.235 da Mega-Sena, na quarta-feira, e ganharam R$ 312 mil. Eles vão dividir o prêmio entre os oito apostadores do bolão e, tirando os impostos, cada um ficará com R$ 28 mil. Ninguém acertou os seis números do sorteio e o prêmio de R$ 170 milhões acumulou.

As dezenas sorteadas na última quarta-feira foram 14, 18, 30, 35, 55 e 57. No bolão, os ex-parlamentares marcaram o número 52 e a dezena sorteada foi 55. Os sortudos farão nova aposta para o sorteio de sábado, que poderá pagar R$ 190 milhões ao vencedor.

Em setembro do ano passado, um bolão de funcionários da liderança do PT na Câmara dos Deputados ganhou R$ 120 milhões do concurso 2.189 da Mega-Sena. Cada um recebeu R$ 2,4 milhões. Segundo a Caixa, a aposta ganhadora – que não tem o número 13 por partido – era um bolão com 49 cotas. As dezenas sorteadas foram: 04 – 11 -16 – 22 – 29 – 33.

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Depois da Caixa, bancos privados preparam crédito imobiliário prefixado

Os bancos Bradesco e Santander estudam lançar linhas de crédito imobiliário com juros prefixados, na esteira do anúncio feito nesta quinta-feira, 20, pela Caixa Econômica Federal, apurou o jornal O Estado de São Paulo/Broadcast. Diferentemente da modalidade com lastro no Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), no prefixado os concorrentes privados já mostram apetite: entendem que há mais segurança para emprestar sem o risco da inflação.

A Caixa anunciou o crédito imobiliário prefixado com taxas entre 8% e 9,5% ao ano para clientes do banco, como antecipou na semana passada o jornal O Estado de São Paulo/Broadcast. A meta da instituição é liberar R$ 10 bilhões no primeiro ano da medida.

“Para a pessoa física, o crédito imobiliário com lastro no IPCA gera risco. Já na modalidade com juros prefixados gera segurança. Faz mais sentido”, diz o diretor de um grande banco, na condição de anonimato.

Na prática, o crédito imobiliário sem correção não é uma novidade. Há menos de dez anos, os bancos lançaram a alternativa amparados na queda dos juros básicos no País. No entanto, como o movimento não foi consistente e as taxas voltaram a subir, essas instituições se viram obrigadas a acabar com as linhas, sob o risco de descasamento do funding (quanto os bancos pagam para captar) com financiamentos de longo prazo, que chegam a 30 anos como é o caso do imobiliário.

“A aceitação do crédito prefixado não é muito grande. É a modalidade mais cara, mas é a mais segura de todas. Não tem risco”, diz outro executivo de banco.

O maior interesse dos bancos privados pelo financiamento prefixado sinaliza que a Caixa deve ter concorrentes rapidamente. O cenário difere do crédito imobiliário com lastro no índice de inflação, o IPCA. Por ora, o único que se arriscou entre os grandes concorrentes foi o Banco do Brasil, que lançou em dezembro a modalidade. “Há sinais de que a inflação será mais alta no ano que vem, com ritmo de crescimento do País mais acelerado. Aí tem o risco de bater na inadimplência”, diz a fonte.

Os bancos privados chegaram a estudar o crédito com IPCA, mas até agora não se inclinaram a investir no produto. A leitura é de que há mais risco para o mutuário e, portanto, a modalidade deve se restringir ao público de alta renda, que teria recursos em um eventual repique da inflação.

Quanto ao lançamento da modalidade com juro prefixado, o BB diz que constantemente estuda oportunidades em linha com a concorrência, buscando atender às necessidades dos clientes.

O Itaú Unibanco informou que “está sempre atento aos movimentos do mercado e estuda todas as possibilidades para oferecer produtos e serviços que beneficiem os clientes”. Com relação às modalidades de IPCA e sem correção, o banco diz que não tem planos de operar no curto prazo.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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Tesouro Direto: taxas de títulos públicos sobem na tarde desta quinta-feira

Dinheiro na mão

SÃO PAULO – As taxas dos títulos públicos negociados no Tesouro Direto, programa que possibilita a compra e venda de papéis por investidores pessoas físicas por meio da internet, apresentam alta na tarde desta quinta-feira (20), em meio a um ambiente externo mais conturbado.

Na China, a apreensão com o coronavírus estimulou o banco central a reduzir a taxa de juros do país em 10 pontos-base, de 4,15% para 4,05% ao ano.

A notícia, que impulsionou o desempenho de algumas bolsas asiáticas, como a de Xangai, foi rapidamente ofuscada pela atualização da Comissão Nacional de Saúde chinesa, que informou a morte de mais 114 pessoas. Agora, o número de óbitos chega a 2.118 na China continental, enquanto o número de pacientes contaminados está em 74.576.

O sentimento dos mercados de aversão a risco ficou ainda maior com a confirmação da morte de dois passageiros contaminados no cruzeiro Diamond Princess, no Japão, e da primeira morte pelo vírus notificada na Coreia do Sul.

No Brasil, investidores seguem de olho no cenário externo e monitoram a divulgação de indicadores domésticos.

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) registrou alta de 0,22% em fevereiro na comparação mensal, em linha com a estimativa mediana em pesquisa Bloomberg. O resultado foi o menor para o mês desde o início do Plano Real, em 1994.

Já o índice de confiança do consumidor da Fundação Getúlio Vargas (FGV) registrou queda de 2,6 pontos em fevereiro, para 87,8 pontos – o menor valor desde maio de 2019.

Em um momento de piora da confiança do consumidor, com um ritmo aquém do esperado da economia, o Banco Central anunciou a redução da alíquota do recolhimento do compulsório sobre depósitos a prazo de 31% para 25%, o que deve acarretar em uma liberação de R$ 49 bilhões a partir de março.

Leia também:
• Crédito privado: após turbulência em 2019, gestores defendem que o pior ficou para trás
• Como os fundos de ações que mais renderam em 2018 se saíram em 2019

No Tesouro Direto, o título prefixado com vencimento em 2023 pagava 5,26% ao ano, ante 5,23% a.a. na abertura do dia. O investidor podia aplicar uma quantia mínima de R$ 34,57 (recebendo uma rentabilidade proporcional à aplicação) ou adquirir o título integralmente por R$ 864,28.

O papel com juros semestrais e prazo em 2031, por sua vez, oferecia um prêmio anual de 6,71%, ante 6,62% a.a. anteriormente, enquanto o retorno do Tesouro Prefixado 2026 subia de 6,21% para 6,28% ao ano.

Entre os títulos com rendimento atrelado à inflação, a taxa avançava de 2,50% para 2,53% no Tesouro IPCA+2026, enquanto o papel com vencimento em 2035 pagava 3,22%, ante 3,19% a.a. mais cedo.

Confira, a seguir, os preços e as taxas dos títulos disponíveis no Tesouro Direto:

Fonte: Tesouro Direto

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Baixo risco, liquidez e acessibilidade

O Tesouro Direto é considerado a opção de investimento com o menor risco no Brasil e com ampla acessibilidade, dado o investimento mínimo a partir de R$ 30. Outra vantagem do programa diz respeito à liquidez, com a possibilidade de recompra diária dos títulos públicos pelo Tesouro.

O investidor pode aplicar em títulos públicos diretamente pelo site do Tesouro, se cadastrando primeiro no portal e abrindo uma conta em uma corretora, como a Rico Investimentos, por exemplo, para intermediar as transações. Atualmente, a maior parte das instituições financeiras habilitadas a operar no programa não cobra taxa de administração.

O único custo obrigatório que recai sobre o investimento em títulos públicos pelo Tesouro Direto corresponde à taxa de custódia, de 0,25% ao ano sobre o valor dos títulos, cobrada semestralmente no início dos meses de janeiro e de julho.

Entenda tudo sobre Tesouro Direto neste guia completo:

Guias InfoMoney

Tesouro Direto  Tesouro Direto

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Menos de 1% dos brasileiros investe no mercado de ações. Como reverter esse cenário?

mercado de ações

O país tem apenas 1,1 milhão de pessoas físicas investindo na Bolsa de Valores, de acordo com a própria B3. Isso equivale a menos de 1% da população.

Nos Estados Unidos, por exemplo, mais da metade dos investidores da Bolsa é composta por pessoas físicas.

Afinal, por que os brasileiros não apostam mais no mercado financeiro?

Segundo Vinicius de Castro Scotta dos Passos, professor de Mercado de Capitais e Derivativos da PUC Minas, o mercado de ações é a forma mais democrática de empreender, pois permite que você seja sócio de grandes empresas.

“Mas isso ainda é uma percepção cultural e muitas pessoas têm receio de investir por falta de conhecimento e assessoria correta”, diz.

Porém, esse cenário pode estar prestes a sofrer uma virada.

Em tempos de Selic baixa, mais investidores se veem tentados a explorar o mercado de ações para conseguir rendimentos maiores.

“Com uma taxa de 14% vista há poucos anos, poucos investidores deixavam a renda fixa para se aventurar no mercado de ações. Mas agora passa a ser desconfortável deixar o dinheiro na poupança quando ele começa a render pouco em taxas de juros menores”, afirma Vinicius.

Por isso, essa pode ser uma boa hora para fazer um pé de meia e pensar em uma renda futura.

Para ajudar a compreender esse mundo das ações, a Clear Corretora é uma opção interessante e estruturada.

Ela é a primeira corretora a operar com taxa zero de corretagem para investir na Bolsa de Valores. Todos os produtos da empresa funcionam sem corretagem.

Segundo Rafael Ribeiro, analista de investimentos da Clear, é essencial desmistificar o mercado de ações para atrair mais adeptos.

“Nós temos uma estrutura com informações preparadas para ajudar desde o investidor inicial até os mais experientes”, diz.

Entre os diferenciais da Clear está o fechamento diário, material em que o investidor recebe um panorama dos acontecimentos do mercado e por meio dele consegue entender o que foi movimentado, quais as melhores estratégias de compra e venda e os próximos passos.

“Ajudamos o investidor traçando cenários para que ele possa tomar a melhor decisão”, diz Rafael.

O home broker, tela onde estão consolidadas todas as informações do investidor, também é um dos diferenciais da Clear.

“Fácil de mexer, extremamente intuitivo, e possibilita fazer todas as operações de forma prática e mais ágil”, afirma o analista.

Além disso, a Clear tem frentes de conteúdo para receber novos investidores como clientes e auxiliar parceiros antigos a consolidar ganhos maiores.

Há salas de análise focadas em ensinar a fazer day trade, com dicas de especialistas com três décadas de experiência no mercado, como montar tela, fazer análise de risco e importância da tomada de decisão rápida.

Também há um canal no Youtube com vídeos explicativos e fechamento diário. O blog da Clear é outro diferencial e traz conteúdo semanal com contextualização do mercado.

Outras frentes de conteúdo também estão disponíveis em plataformas como Facebook e Telegram. “Nosso foco é fazer uma parceria com o investidor e ajudá-lo a maximizar os ganhos com base em muita informação. Estamos preparados para atender de forma personalizada e ajudar na formação de novos investidores”, finaliza Rafael.

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Disclaimer: CONTEÚDO PATROCINADO CLEAR CORRETORA, que é uma marca da XP INVESTIMENTOS CCTVM S.A . Este material foi elaborado pela CLEAR CORRETORA (“Clear”) e tem caráter meramente informativo, não constitui e nem deve ser interpretado como solicitação de compra ou venda, oferta ou recomendação de qualquer ativo financeiro, investimento, sugestão de alocação ou adoção de estratégias por parte dos destinatários. Os prazos, taxas e condições aqui contidas são meramente indicativas.

As informações contidas neste material foram consideradas razoáveis na data em que ele foi divulgado e foram obtidas de fontes públicas consideradas confiáveis.

A Clear não dá nenhuma segurança ou garantia, seja de forma expressa ou implícita, sobre a integridade, confiabilidade ou exatidão dessas informações. Os ativos, operações, fundos e/ou instrumentos financeiros discutidos neste material podem não ser adequados para todos os investidores. Os investidores devem obter orientação financeira independente, com base em suas características pessoais, antes de tomar uma decisão de investimento.

A Clear não se responsabiliza por decisões de investimentos que venham a ser tomadas com base nas informações divulgadas e se exime de qualquer responsabilidade por quaisquer prejuízos, diretos ou indiretos, que venham a decorrer da utilização deste material ou seu conteúdo. Investimentos nos mercados financeiros e de capitais estão sujeitos a riscos de perda superior ao valor total do capital investido.
Para mais informações ligue para 4003-6245 (capitais e regiões metropolitanas) ou 0800-887-9107 (demais localidades). Para clientes no exterior o contato é 55-11-4950-2199. Para reclamações, utilize o SAC 0800 77 40404. E se não ficar estiver satisfeito com a solução, favor entrar em contato com a Ouvidoria: 0800-200-5550. Para deficientes auditivos ou de fala favor ligar para 0800 771 0101 (todas as localidades).

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Petrobras aprova distribuir R$ 1,7 bilhão em dividendos para as ações ordinárias; saiba como aproveitar

Edifício da Petrobras

SÃO PAULO – A Petrobras (PETR3; PETR4) informou que seu Conselho de Administração aprovou a distribuição de R$ 1,7 bilhão em dividendos para as ações ordinárias, o que corresponde a R$ 0,233649 para cada papel, enquanto R$ 2,5 milhões serão distribuídos para as ações preferenciais, em torno de R$ 0,000449 por papel. A proposta de remuneração aos acionistas será encaminhada para deliberação da Assembleia Geral de Acionistas em 22 de abril.

A “data-com” dos proventos será também no dia 22 de abril, de modo que o investidor precisará ter as ações em carteira no fechamento do pregão dessa data para ter direito ao benefício. A partir do dia 23 as ações passam a ser negociadas “ex-dividendos”, ou seja, sem o direito aos proventos.

O pagamento dos valores será realizado em 20 de maio.

Com mais esses proventos, o valor total distribuído pela Petrobras a seus acionistas referente ao exercício de 2019 será de R$ 10,6 bilhões, equivalente a R$ 0,73 por ação ordinária e R$ 0,92 por ação preferencial em circulação. Confira como foi o resultado da companhia em 2019 clicando aqui.  

Como aproveitar

O primeiro passo é preciso abrir uma conta em uma corretora de valores credenciada pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Lembre-se que quanto menores os custos operacionais, maior será a sua rentabilidade, portanto dê preferência para corretoras que não cobram taxa pela corretagem de ações.

Uma vez com a conta aberta, basta transferir o dinheiro a ser investido de sua conta corrente para a conta da corretora e enviar uma ordem de compra de ações da empresa, informando a quantidade de ações que você deseja comprar.

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Caixa inaugura linha de crédito imobiliário prefixado

São Paulo — Um dia após divulgar os resultados do quarto trimestre de 2019, a Caixa Econômica Federal lançará nesta quinta-feira, 20, sua linha de crédito imobiliário prefixado.

A linha será um pouco mais cara do que o financiamento tradicional pela TR (Taxa Referencial): cobrará juros entre 8% e 9% ao ano. Mas a taxa contratada deve ficar travada até o final do financiamento, sem nenhuma oscilação de indicadores.

Comum no exterior, o crédito imobiliário prefixado costuma ter uma taxa flutuante, que pode ser revisada a cada 3 ou 5 anos. No caso da Caixa, a revisão periódica deve ficar de fora, para incentivar a contratação.

A modalidade de crédito é mais uma tentativa da Caixa para diversificar o funding do crédito para imóveis, ainda muito dependente da poupança.

Com os juros na mínima histórica, no patamar de 4,25% ao ano, o volume depositado na caderneta migra para ativos de maior risco, o que pode comprometer os recursos usados pelos bancos para a linha de crédito atrelada à poupança, o sistema SBPE.

Em seu último balanço a Associação das Entidades de Crédito Imobiliário (Abecip) apontou que o saldo da poupança cresceu 6% em 2019, volume inferior a 2018, mas ainda superior a 2015, quando o saldo diminuiu por conta de uma queda de 50% na captação líquida.

No ano passado, o saldo do FGTS, outra fonte de recursos para o crédito imobiliário, ficou estável, enquanto o de Letras de Crédito Imobiliário (LCIs) e Certificado de Recebíveis Imobiliários (CRIs) diminuiu. Por outro lado, a Letra Imobiliária Garantida (LIG) custa a engrenar.

A nova linha prefixada torna mais fácil empacotar e vender os créditos no mercado de securitização e, dessa forma, tomar recursos com investidores em troca de uma remuneração.

A primeira tentativa da Caixa de diversificar o funding foi o lançamento da linha indexada ao IPCA, em agosto do ano passado.

Até dezembro, a nova modalidade, cuja fonte de recursos são CRIs e LIGs, financiou imóveis para 64 mil pessoas, operações que alcançaram um total de 3,7 bilhões de reais. A linha chama a atenção por seus juros baixos: a partir de 2,95% ao ano mais o valor do IPCA. Porém, embute o risco da oscilação do índice de preços, hoje controlado no patamar de 4% ao ano.

A linha prefixada é também um reforço para o banco manter a liderança na concessão de crédito imobiliário. A Caixa encerrou dezembro com 69,2% de participação na contratação com recursos da poupança. O banco reconquistou a liderança após ter caído para o 4º lugar nos trimestres anteriores.

A volta ao topo se deve tanto pela linha atrelada ao IPCA quanto pela redução agressiva de suas taxas na linha tradicional indexada à TR. No ano passado o banco promoveu três reduções de taxas de juros, levando a taxa mínima praticada para 6,50% ao ano e a máxima para 8,50% ao ano, queda de 25,7%.

A Caixa foi seguida por outros bancos e desencadeou o que passou a ser chamado de “guerra do crédito imobiliário” em 2019. Novos capítulos dessa competição devem vir nos próximos meses.

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Veja expediente dos bancos durante o feriado de Carnaval

Os bancos vão ficar fechados na próxima segunda e terça-feira de Carnaval. Na quarta-feira de cinzas (26/02) o início do expediente será às 12h, no horário local, com encerramento em horário normal de fechamento das agências, segundo informações da Federação Brasileira de Bancos (Febraban).

Nas localidades em que as agências fecham normalmente antes das 15h, o início do atendimento ao público será antecipado, de modo a garantir o mínimo de 3 horas de funcionamento.

A Febraban orienta os clientes a utilizarem os canais digitais, como sites e aplicativo dos bancos, para a realização de transferências e pagamento de contas nos dias em que não houver expediente bancário nas agências.

 

As contas de consumo (água, energia, telefone etc.) e carnês com vencimento em 24 ou 25 de fevereiro poderão ser pagos, sem acréscimo, na quarta-feira (26). Normalmente, os tributos já vêm com datas ajustadas ao calendário de feriados nacionais, estaduais e municipais. Caso isso não tenha ocorrido no documento de arrecadação, a sugestão da Febraban é antecipar o pagamento ou, no caso dos títulos que têm código de barras, agendar o pagamento nos caixas eletrônicos, internet banking e pelo atendimento telefônico dos bancos.

Os boletos bancários de clientes cadastrados como sacados eletrônicos poderão ser pagos via DDA (Débito Direto Autorizado).

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Caixa lança novo financiamento de imóveis. Vale a pena contratar?

São Paulo – A Caixa disponibiliza a partir desta sexta-feira (21), uma nova linha de financiamento imobiliário, com juros fixos. A modalidade cobrará taxas a partir de 8% ao ano. As condições são válidas para imóveis residenciais novos e usados, com quota de financiamento de até 80%. 

 

A  linha é mais uma opção oferecida aos clientes, que continuam tendo acesso à linha de financiamento tradicional (indexada à Taxa Referencial – TR) e à linha indexada ao IPCA, lançada pela Caixa em agosto.

Para ajudar o mutuário escolher a linha mais adequada, Marcelo Prata, diretor da Resale e especialista em crédito imobiliário, realizou uma simulação comparando as condições de cada linha.

A simulação considerou um financiamento feito por um homem de 40 anos para um imóvel de 500 mil reais. O valor do financiado foi de 400 mil reais, ou seja, 80% do valor do bem, por um prazo de 30 anos. Também considerou taxas cobradas pelo banco para clientes sem relacionamento prévio com a instituição financeira. Para quem já é cliente Caixa, os juros podem ser menores.

Veja o resultado abaixo:

Financiamento indexado ao IPCA Financiamento indexado à TR (tradicional) Nova linha com juros fixos
Taxa de Juros Efetiva (ao ano) 4,95% 8,50% 9,75%
CET (ao ano) 5,98% 9,48% 10,72%
Valor da 1ª Parcela R$ 2.882,41 R$ 3.997,31 R$ 4.381,91
Valor Total do Financiamento R$ 761.077,40 R$ 962.316,90 R$ 1.031.737,27
Indexador IPCA TR não tem

Ao comparar as linhas, contudo, é necessário fazer algumas ponderações. Não é possível comparar a nova linha e indexada à TR com a linha atrelada ao IPCA levando em consideração que não temos como estimar a inflação pelos próximos 30 anos. Então, a linha foi comparada ao financiamento indexado à TR.

A partir dos resultados é possível observar que a linha com juros fixos é mais cara. Na comparação com o financiamento tradicional, o mutuário paga mais 69,4 mil reais na linha de juros fixos do que na linha tradicional. Ou seja, 7,21% a mais. Além disso, pagará uma parcela maior: pagará 384 reais a mais por mês, valor 9,62% maior do que o da linha indexada à TR.

Contudo, Prata conclui que o financiamento com juros fixos pode ser uma boa opção, já que o cliente tem a segurança de que taxa não vai oscilar pelos próximos 30 anos e a diferença do valor total do financiamento em relação ao tradicional, indexado à TR, é relativamente baixo, somente 7,21%.

“Ou seja, o financiamento indexado pela TR, que hoje está zerada, somente será a melhor opção se esse indexador não ultrapassar a marca de 7,21% pelos próximos 30 anos. Como não é possível prever o futuro, olhamos para o passado. Para comparar, a TR dos últimos 10 anos foi de 8,35%”.

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Gestores dizem por que ainda há muito espaço para o mercado de fundos imobiliários crescer no Brasil

*Matéria atualizada às 9h25 (horário de Brasília) do dia 20 de fevereiro para correção de informações. 

SÃO PAULO – Apesar da correção recente no mercado, o momento atual é de bastante demanda por fundos imobiliários. E ainda há muito espaço para crescimento no setor, segundo aponta Fernando Crestana, gestor do BTG Pactual.

“Existem 630 mil cotistas de FIIs no Brasil hoje, o que é somente 0,3% da população, enquanto nos EUA esse indicador representa 25%. Alem disso, a industria de FII listados aqui soma cerca de 1% do nosso [Produto Interno Bruto] PIB, enquanto a media global dessa relacao FII (REIT) frente aos PIB é de 2,5%”, afirmou durante o evento Melhores Fundos, do InfoMoney.”, afirmou durante o evento Melhores Fundos, do InfoMoney.

Em 2019, o Índice de Fundos de Investimentos Imobiliários (IFIX) subiu 36%, o que colaborou para aumentar o interesse dos investidores por esse tipo de ativo. Contudo, neste ano, o índice enfrenta uma forte correção, caindo 5,4% até o fechamento do pregão de 18 de fevereiro.

Para Crestana, é impressionante como a demanda por esses fundos evoluiu desde 2014, tendência que vem se acelerando junto com o ciclo de cortes na taxa Selic pelo Banco Central, que reduziu a rentabilidade dos títulos de renda fixa como CDBs no mercado brasileiro.

O gestor destacou também que a discussão sobre taxação de dividendos ainda está em um estágio muito inicial e não é algo que tire o sono dos gestores, de modo que a mudança legislativa mais relevante para o setor seria a da tributação das vendas de cotas por fundos de fundos. “Hoje, todos pagam 20% do lucro obtido nessas vendas”, lembrou, dizendo esperar que isso seja revisto.

Já Rafael Selegatto, gestor da Iridium, contou que espera um aumento no volume de emissões de Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs) por empresas que nunca entraram no mercado de capitais tanto por desconhecimento tanto por conta das condições menos favoráveis dos últimos anos, e que pretendem entrar agora.

Outro setor que pode ganhar espaço nos fundos imobiliários é o de shoppings, especialidade de Rodrigo Coelho, gestor da Vinci Partners.

“Os shoppings podem se tornar grandes centros de distribuição no Brasil. Hoje, o varejo no País integra e-commerce e loja física, de forma que os shoppings estão em posição estratégia para se protegerem de uma invasão de empresas como a Amazon”, explicou.

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Crestana, Selegatto e Coelho foram os gestores dos melhores fundos imobiliários de 2020. O Iridium Recebíveis Imobiliários ficou em primeiro lugar, seguido pelo Vinci Shopping Centers e pelo BTG Pactual Fundo de Fundos.

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quinta-feira, 20 de fevereiro de 2020

Crédito privado: após turbulência em 2019, gestores defendem que o pior ficou para trás

SÃO PAULO – Passado um fim de ano um tanto quanto turbulento para o mercado de crédito privado, gestores começam 2020 com mais otimismo, defendendo que o pior não só ficou para trás, como trouxe, além de aprendizado, oportunidades.

No evento de melhores fundos do Brasil premiados pelo ranking InfoMoney-Ibmec 2020, os gestores dos fundos de crédito privado Pedro Sternick (AF Invest), Renato Jerusalmi (JGP) e Fausto Filho (XP) defenderam que o movimento de abertura dos spreads, isto é, de aumento das taxas e queda dos preços dos títulos, foi “100% técnico” e não passou de uma correção natural do mercado.

Segundo os gestores, a queda de rentabilidade ficou para trás e é tida até como saudável: “Ela mostrou para o investidor que [o crédito privado] não é uma classe prefixada, sem volatilidade, e que não deve ser utilizada como reserva de emergência”, disse o Sternick, da AF Invest.

Ele destacou que hoje as taxas oferecidas estão muito mais interessantes em relação ao risco das companhias do que estavam no primeiro semestre de 2019, e assinalou que ainda há espaço para captar bons retornos. Entre os motivos, Sternick citou a ausência dos bancos públicos e do BNDES no financiamento das companhias, que têm recorrido mais ao mercado de capitais.

“Estamos otimistas com esse funding disponível, com novas companhias acessando o mercado de capitais e com empresas sólidas, mas não tão tradicionais, que começam a enxergar [a classe] como fonte de captação para destravar investimento e até rolar suas dívidas.”

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Fausto Filho, da XP, também se disse otimista com o mercado de crédito privado e defendeu que o cenário positivo está “apenas no começo”, mesmo em um ambiente de juros baixos. Segundo ele, os ativos de crédito privado são uma alternativa interessante aos retornos cada vez mais comprimidos na renda fixa.

Com a Selic na mínima histórica, novas emissões e diferentes emissores, a expectativa de Jerusalmi, da JGP, é de que haja um aumento de duration das carteiras, isto é, do prazo médio mínimo do investimento. Será necessário, contudo, uma maior seletividade dos ativos para compor o portfólio.

Taxas de administração

Questionados sobre a possibilidade de redução das taxas de administração praticadas na indústria de fundos de investimento, em meio a um cenário de juros mais baixos, Jerusalmi, da JGP, argumentou que faz sentido cortar as taxas quando o fundo não consegue entregar alfa aos cotistas.

Ainda segundo ele, a taxa de administração tende a ser mais elevada à medida que o risco do fundo aumenta.

O argumento é compartilhado por Fausto Filho, da XP. “A Selic é importante, mas o spread de crédito nas emissões é mais ainda”, disse.

Sternick, contudo, da AF Invest, defendeu a redução das taxas e contou que a asset passou a cortar a de seus fundos na época de reprecificação dos prêmios, no ano passado.

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