terça-feira, 7 de abril de 2020

Horizontes mais curtos e menor concentração de posições: como a Garde tem se adaptado à pandemia

SÃO PAULO – Em meio à pandemia de coronavírus, a estratégia de gestoras de fundos de investimento como a Garde Asset tem sido a de encurtar horizontes de análise, selecionar mais o tamanho e a quantidade de posições dos fundos, bem como se apoiar em oportunidades que permitam maior visibilidade.

Durante teleconferência realizada pelo escritório de agentes autônomos InvestSmart, Marcelo Giufrida, CEO da Garde Asset Management, contou que tem buscado equilibrar o portfólio dos fundos, sem concentrá-lo em um único tema. Hoje, as três principais estratégias da casa estão em juros nominais, Bolsa e câmbio.

No mercado de juros brasileiro, Giufrida diz gostar dos títulos prefixados com vencimentos mais curtos, de um ano e meio até dois anos, como o Tesouro Prefixado 2022.

A avaliação é de que esses papéis tendem a oferecer uma taxa “excessivamente alta”, dada a expectativa da asset de que o Banco Central corte os juros em meio ponto percentual e depois encerre o ciclo de afrouxamento monetário.

“Entrar nesse preço da curva [de juros] nos parece interessante. Ela oferece um prêmio bom em um setor que é mais influenciado pela ação do Banco Central do que pelo cenário macro”, diz.

Bolsa

Em um cenário mais desafiador para os ativos globais, a preferência da Garde na Bolsa é pelo setor de tecnologia, no mercado externo, e por nomes ligados ao consumo permanente, no Brasil, como shoppings e serviços públicos, que oferecem, segundo a gestora, preços atrativos.

“Vamos ver a aceleração de uma série de ferramentas, desde o mundo corporativo ao do consumo, com várias modalidades para trabalhar e consumir que vão se apoiar mais na tecnologia”, afirmou Giufrida.

Leia também:
• As estratégias de investimento da Ibiuna e da Bahia Asset em meio à crise
• Zerados em Bolsa, aplicados em juros e dólar: a receita dos fundos multimercado da Vinland para enfrentar a crise

Com relação às empresas de consumo permanente, o CEO da Garde diz que elas estão sendo negociadas com um preço muito atraente em relação aos dividendos que serão produzidos.

Nas empresas de concessão de rodovias, a avaliação é de que haverá algum equilíbrio nos contratos: “Se o governo tiver que fazer algum alívio no curto prazo, terá que compensar a negociação pontual de alguma forma, seja alongando o prazo da concessão ou aumentando a tarifa.”

Segundo o CEO da Garde, tais empresas são boas pagadoras de dividendos, possuem baixo risco e, apesar de estarem sendo pressionadas no curto prazo, são boas oportunidades para os horizontes de médio e longo prazo.

Com relação à parte mais defensiva dos portfólios, a Garde possui uma posição comprada (aposta na alta) em dólar, como forma de hedge (proteção) às posições de juros e ações.

“Não vejo o dólar como uma estratégia sozinha. Ele faz sentido para a composição do portfólio do investidor que tem renda fixa e ações, para usar como um seguro, não como posição direcional”, diz.

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Mega-Sena sorteia nesta quarta-feira prêmio de mais de R$ 10 milhões

A Mega-Sena sorteia nesta quarta-feira (8) um prêmio estimado em R$ 10,5 milhões, acumulado a quatro concursos.

As seis dezenas do concurso 2.250 serão sorteadas a partir das 20h (horário de Brasília), no Espaço Loterias Caixa, no terminal Rodoviário Tietê, na cidade de São Paulo.

As apostas podem ser feitas até 19h (horário de Brasília) em qualquer casa lotérica credenciada pela Caixa, em todo o país, ou pela pela internet, no portal Loterias Caixa. A cartela, com seis dezenas marcadas, custa R$ 4,50.

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Poupança tem captação líquida de R$ 12,2 bilhões em março, revela BC

Com boa parte do comércio e dos serviços sem funcionar devido à pandemia do novo coronavírus, as famílias brasileiras aumentaram o volume de recursos guardados na caderneta de poupança em março. Dados do Banco Central (BC) mostram que, no mês passado, os depósitos superaram os saques em R$ 12,168 bilhões. Com isso, a captação líquida de março foi a maior da série histórica para o mês.

Em março de 2019, a poupança havia registrado a entrada líquida de R$ 1,852 bilhão. No acumulado do primeiro trimestre de 2020, no entanto, os saques líquidos da poupança ainda somam R$ 3,758 bilhões.

No mês passado, os depósitos brutos somaram R$ 221,860 bilhões, enquanto os saques brutos foram de R$ 209,691 bilhões.

Assim, considerando a entrada líquida de R$ 12,168 bilhões e o rendimento de R$ 2,322 bilhões ao longo do mês, o estoque total na caderneta de poupança atingiu R$ 848,919 bilhões.

O recorde de entrada líquida na poupança em março ocorreu mesmo com a queda da Selic (a taxa básica de juros), que reduz a remuneração da poupança. Atualmente, a poupança é remunerada pela taxa referencial (TR), que está em zero, mais 70% da Selic. A Selic, por sua vez, está em 3,75% ao ano, no menor patamar da história.

Esta regra de remuneração vale sempre que a Selic estiver abaixo dos 8,50% ao ano. Quando estiver acima disso, a poupança é atualizada pela TR mais uma taxa fixa de 0,5% ao mês (6,17% ao ano).

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Preços dos ativos devem voltar mais rápido do que muitos imaginam, aponta Verde

SÃO PAULO – Após uma das maiores quedas mensais da Bolsa na história do mercado, em meio às incertezas sobre o impacto do coronavírus na economia global, deve ser esperada uma retomada mais rápida do que muitos podem imaginar. Esse ao menos é o prognóstico dos gestores do fundo Verde, da asset de mesmo nome fundada por Luis Stuhlberger.

A enorme injeção de liquidez para estimular a economia real, junto aos enormes esforços feitos por todos os governos e sociedade para combater a pandemia, como o isolamento social e o desenvolvimento de testes e medicamentos, contribuem para a visão positiva dos gestores do Verde, que esperam por uma retomada de preços bastante potente.

Além disso, a política monetária global em níveis extraordinariamente estimulativos é apontada como outra razão para que o investidor não fique excessivamente pessimista com os preços das ações. “O juro zero no mundo desenvolvido veio para ficar no longo prazo, o que deixa como alternativas de investimento relevantes apenas os mercados acionários e de crédito”, diz a carta do fundo, referente ao mês de março.

Foco em tecnologia

E como diz o ditado, enquanto uns choram outros vendem lenços. Em meio à pandemia, as grandes empresas americanas de tecnologia despontam dentre as maiores beneficiárias das mudanças de hábito estruturais geradas pelo confinamento, escrevem os gestores do fundo.

Com uma ampla gama de nomes de tecnologia à disposição, o mercado acionário americano representa hoje a melhor oportunidade para tirar proveito do ciclo de recuperação previsto, na avaliação dos profissionais da Verde. “O mercado já precificou uma brutal queda de lucratividade das empresas”, escrevem os gestores do fundo.

E embora o quadro negativo de fato seja provável no curto prazo, a tendência é de reversão ao longo dos próximos anos, preveem os profissionais da Verde.

“Conforme os horizontes de investimento forem se alongando, os preços desses ativos vão voltar, mais rápido do que muitos imaginam”, avaliam os especialistas.

Pressionado pela maior queda mensal do Ibovespa desde 1998, próxima de 30% em março, o fundo Verde encerrou o mês passado com desvalorização de 11,46%, o que levou a uma baixa no primeiro trimestre de 14,15%.

Segundo a gestora, o fundo teve perdas significativas da posição em ações brasileiras, assim como a exposição global também trouxe resultado negativo, porém menor. As perdas em juro real foram parcialmente compensadas por hedges no prêmio prefixado, enquanto o livro de moedas gerou pequenos ganhos no mês.

Fundo de ações

A Verde também divulgou hoje a carta mensal referente à estratégia de ações. O CSHG Ações teve perdas de 32,63% em março e de 36,93%, no trimestre.

Com alocação praticamente máxima dos fundos em ações em dezembro e com bastante exposição a setores que se beneficiariam de uma esperada aceleração do crescimento, a Verde conta ter reduzido alguns investimentos que poderiam ser mais afetados pela crise a partir de 21 de fevereiro, como aviação e saúde, assim como a exposição a ações.

Com as quedas históricas da Bolsa nas semanas seguintes e com a avaliação de que a epidemia seria um choque temporário, que não deveria alterar a história de longo prazo do país e das boas empresas, a Verde viu a oportunidade de aumentar novamente a posição dos fundos em ações até a exposição máxima.

“Hoje, sabemos que subestimamos o impacto que a Covid-19 teria nas economias globais. Alguns países vizinhos da China, tais como Japão, Cingapura, Hong Kong e Taiwan, conseguiram manter um nível razoável de atividade econômica sem que houvesse uma disparada dos casos da doença. Mas foram exceções: a realidade global tem se mostrado muito mais difícil. Tudo indica que teremos um longo período de oscilação da atividade econômica em função do crescimento do número de novos casos da doença.”

Ainda que acredite que 2021 será um ano marcado por balanços financeiros ruins, a Verde conta ter encontrado empresas muito sólidas a preços bastante atrativos na Bolsa. As principais aquisições do fundo ao longo das últimas semanas foram de ações de BR Distribuidora, Localiza, Natura, Magazine Luiza, Vivara, Vale, Petrobras e Sabesp.

“Com maior ou menor impacto, essas empresas têm condições de atravessar esse período turbulento e gerar bons retornos sobre suas ações”, aponta a gestora.

Empresas de plano de saúde, como Intermédica, Hapvida e SulAmérica, continuam com peso significativo na carteira, assim como o setor elétrico, com destaque para Equatorial. “Por ser considerado defensivo, este segmento ajuda a proteger a carteira.”

Por fim, a Verde assinala que a B3 é outro investimento que navega bem neste cenário, com a desvalorização dos papéis da Bolsa compensada pelo aumento do giro de ativos, de forma que os montantes negociados permanecem elevados.

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Carteira gráfica da XP troca três ações esta semana; confira a nova composição

Mão segura um celular e consulta um gráfico em frente a um painel de movimentação de ações em Bolsa

SÃO PAULO – A XP Investimentos divulgou a “Top Picks”, sua carteira semanal de análise gráfica, para o período de 3 a 10 de abril, trocando quatro das cinco ações que compõem o portfolio.

Com isso, saíram da carteira Marcopolo (POMO4), Porto Seguro (PSSA3) e Ultrapar (UGPA3). No lugar dessas, entraram os papéis de Cogna (COGN3), BRF (BRFS3) e Yduqs (YDUQ3).

Gilberto Coelho, o Giba, analista da XP Investimentos responsável pela carteira, justificou as trocas dizendo que Cogna entra pela formação do padrão gráfico de harami de alta em um possível fundo com o Índice de Força Relativa (IFR) saindo do patamar de sobrevenda.

BRF, por sua vez, passou a fazer parte do portfolio porque consolidou um suporte no patamar dos R$ 14,17 e tem bastante chance de retomar a tendência de alta acima da média móvel de 21 dias.

Por fim, Yduqs entra por estar em região de fundo com o IFR divergindo para alta.

Desde o fim de dezembro, Giba passou a calcular a rentabilidade da carteira entrando nas ações no leilão das sextas-feiras, em vez de fazê-lo às segundas.

Divulgada semanalmente, a carteira Top Picks XP é composta por cinco ativos, tendo cada um peso de 20%. A seleção busca retorno a curto prazo, alinhando fluxo e movimentação das ações ao cenário político e macroeconômico.

O objetivo é de que a média do retorno dos ativos supere o Ibovespa ao fim da semana.

Desempenho

Na semana passada, a carteira Top Picks caiu 8,88%, ante uma queda de 5,3% do Ibovespa. Com isso, o portfolio agora recua 38,53% no ano, contra uma queda de 40,38% do benchmark.

As ações da Marcopolo tiveram o pior desempenho da carteira, desabando 15,91%, seguidas pelos papéis da Ultrapar, que despencaram 15,11%, enquanto SLC caiu 11,43%. Também caiu a Porto Seguro, contabilizando um recuo de 5,7%.

A única alta da carteira nos últimos cinco dias foi Vivo, que subiu 3,73%.

Confira, abaixo, as recomendações para esta semana:

Empresa Ticker Peso
Cogna COGN3 20%
SLC SLCE3 20%
BRF BRFS3 20%
Vivo VIVT4 20%
Yduqs YDUQ3 20%

 

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Benefício de R$ 600 será pago em 3 parcelas até o dia 29 de maio

O pagamento das três parcelas do auxílio de R$ 600 a trabalhadores informais, autônomos e MEIs, como forma de ajudá-los a enfrentar a crise provocada pela pandemia do novo coronavírus, serão feitos nos próximos 45 dias. É o que afirma o presidente da Caixa, Pedro Guimarães.

A previsão é de que recebam os valores primeiro os trabalhadores que têm conta poupança na Caixa e conta corrente no Banco do Brasil e estavam cadastrados no CadÚnico até o dia 20 de março. A prioridade será dada a eles por uma questão operacional, como aconteceu no saque imediato de FGTS. Para eles, a estimativa é que os pagamentos sejam feitos a partir de quinta-feira (9).

Quem tem conta em outros bancos receberá o crédito em um momento posterior. A primeira parcela do crédito deve ser feita a eles dia 14 de abril, terça-feira que vem, quando serão disponibilizadas as contas digitais.

A exceção serão os beneficiários do Bolsa-Família, para os quais o pagamento do benefício seguirá o calendário normal, que começa no dia 16 de abril.

Trabalhadores informais que não estavam cadastrados no CadÚnico também podem demorar um pouco mais para receber a primeira parcela do benefício, já que será necessário que o governo realize uma checagem para ver se o trabalhador se enquadra na medida. Para eles, o pagamento pode demorar mais cinco dias úteis a partir do dia 14. Ou seja, esses trabalhadores poderão receber o benefício apenas no dia 21.

Já a segunda parcela será depositada entre 27 de abril e 30 de abril a todos os trabalhadores. “Por conta do tamanho da operação, o pagamento da primeira parcela demorará mais. Mas a partir da segunda parcela a ideia é que todos recebam juntos e de forma rápida”, diz Guimarães, da Caixa.

Já do dia 26 a 29 de maio será paga a terceira parcela, também para todos os elegíveis.

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Tesouro Direto retoma negociações e taxas sobem em relação às apresentadas pela manhã

Várias notas de cem reais na mão de uma pessoa que não aparece na foto.

SÃO PAULO – O Tesouro Direto retomou suas operações na tarde desta segunda-feira (6), após a suspensão da plataforma de compra e venda de títulos públicos por cerca de uma hora.

Por volta das 16h45, as taxas passaram a subir em relação aos prêmios vistos nesta manhã, porém seguiram menores do que os juros oferecidos na tarde de sexta-feira (3).

Entre os papéis indexados à inflação, o com vencimento em 2026 pagava 3,82% ao ano, ante 3,73% a.a. nesta manhã e 3,85% a.a. na sexta-feira.

Os títulos com prazos em 2035 e 2045, por sua vez, pagavam um juro real de 4,68% ao ano, ante 4,71% a.a. no pregão anterior. Mais cedo, o papel pagava uma taxa de 4,65% ao ano.

Com relação aos papéis prefixados, o juro do papel com vencimento em 2026 cedia de 7,69% para 7,50% ao ano nesta tarde, enquanto o Tesouro Prefixado com juros semestrais 2031 pagava 8,15%, ante 8,36% a.a. na sexta-feira.

Confira os preços e as taxas dos títulos públicos ofertados nesta segunda-feira (6):

Fonte: Tesouro Direto

Selic mais baixa em 2020

Economistas consultados para o relatório Focus, do Banco Central, veem agora um corte de meio ponto percentual da Selic em maio, dos atuais 3,75% para 3,25% ao ano. Na semana anterior, a previsão era de redução para 3,50%. Para 2021, a projeção de alta para a Selic também foi revista para baixo, de 5,00% para 4,75% ao ano.

Com relação à inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a projeção de alta foi cortada pela quarta vez consecutiva, de 2,94% para 2,72%, em 2020, e de 3,57% para 3,50%, em 2021.

O mesmo aconteceu com as perspectivas para a expansão do PIB brasileiro, cuja mediana das projeções recuou pela oitava vez consecutiva, englobando uma visão mais pessimista. Agora, os economistas veem uma contração da economia brasileira de 1,18% neste ano, ante expectativa de retração de 0,48%. Não houve, porém, alterações para 2021, quando a atividade deverá crescer 2,50%.

Noticiário

Entre os destaques do dia, os mercados têm um sentimento de alívio com notícias de que as infecções e as mortes pelo coronavírus desaceleraram neste fim de semana na Espanha e na Itália, mostrando a eficácia das medidas de quarentena. A Itália registrou no domingo 525 mortes pela Covid-19, menor número diário de óbitos desde 19 de março, quando a epidemia explodiu na Lombardia.

Ainda no cenário externo, investidores têm grandes expectativas para um acordo entre a Rússia e a Arábia Saudita, apesar de a reunião da Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados (Opep+), que estava marcada para hoje, ter sido adiada.

No Brasil, na continuidade de medidas para minimizar os impactos da Covid-19, o Plenário da Câmara dos Deputados aprovou na sexta-feira a chamada PEC do “orçamento de guerra” (PEC 10/20), que permite a separação do orçamento e dos gastos realizados para o combate à pandemia do orçamento geral da União.

O objetivo é criar um regime extraordinário para facilitar a execução do orçamento relacionado às medidas emergenciais, afastando possíveis problemas jurídicos para os servidores que processam as decisões sobre a execução orçamentária. Agora, o texto precisa ser votado pelo Senado.

Outra proposta do governo em meio à pandemia é a compra direta, pelo Banco Central, de carteiras de crédito e títulos das empresas, fazendo chegar à economia os recursos liberados por Brasília e evitar o “empoçamento” do dinheiro, permitindo aos empresários o acesso aos estímulos.

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Aplicativo para se cadastrar no benefício de R$ 600 já está disponível

Nesta terça-feira (7) já está disponível o aplicativo para trabalhadores informais se cadastrarem para receber o auxílio de 600 reais anunciado pelo governo como medida econômica contra o coronavírus.

Para se cadastrar basta acessar o site  ou  baixar o app Caixa Auxílio Emergencial para aparelhos com sistema operacional Android e aparelhos com sistema iOs, como iPhones.

Mas não é todo mundo que precisa fazer o cadastro. O aplicativo é destinado a trabalhadores informais que ainda não têm nenhum tipo de cadastro no sistema de programas sociais do governo. Ou seja, não estão cadastrados no Cadastro Único (CadÚnico) e não recebem o Bolsa-Família.

Quem já está no Cadastro Único do governo (CadÚnico) e quem já recebe o auxílio do Bolsa-Família não precisam baixar o aplicativo ou se cadastrar no site porque já têm os dados cadastrados no sistema do governo.

Se algum trabalhador já cadastrado no CadÚnico tentar se inscrever na plataforma do governo receberá uma mensagem dizendo que não há necessidade de finalizar a inscrição.

Depois de fazer o cadastro, o trabalhador pode acompanhar se vai receber o auxílio emergencial, consultando no próprio site ou APP.

O app já recebeu mais de 600 mil inscrições. A estimativa é de que 15 milhões de brasileiros realizem o cadastramento apenas hoje. Até quinta-feira, a previsão é de que hajam 40 milhões de cadastros. O governo estima que hajam entre 15 milhões e 25 milhões de trabalhadores elegíveis ao benefício no país.

Pagamentos em 45 dias

“Se tudo correr bem esperamos que na quinta-feira essas pessoas estarão recebendo o valor”, diz o ministro da Cidadania Onix Lorenzoni, em coletiva realizada hoje em Brasília. Primeiramente irão receber o valor trabalhadores que têm conta poupança na Caixa.

A segunda parcela será feita já em 27 de abril, dependendo da data de aniversário. Será um processo similar ao saque imediato do FGTS.

A ideia é encerrar abril com duas parcelas pagas tanto para trabalhadores informais fora do CadÚnico como para trabalhadores que já estão cadastrados no CadÚnico. Nos próximos 45 dias, o objetivo é que sejam feitos os três pagamentos previstos na medida.

Conta digital

Pedro Guimarães, presidente da Caixa, aponta que cerca de 10 milhões de trabalhadores ainda não têm conta no banco e poderão usufruir de uma conta digital gratuita para receber as três parcelas do benefício.

Após o app de cadastro, a Caixa irá lançar uma segunda ferramenta para que os trabalhadores possam gerenciar o dinheiro que receberem por meio de uma conta digital.

Transferências, DOCS, pagar contas poderão ser feitos pela conta digital online. A ideia é que as pessoas não precisem sair de casa e evitem aglomerações nos bancos para impedir a disseminação do novo coronavírus.

Cuidado com fraudes

O governo aponta que já derrubou diversos sites de fraudadores que buscam enganar os trabalhadores. É importante que os trabalhadores só façam o cadastro pelo aplicativo e site oficial da Caixa.

 

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segunda-feira, 6 de abril de 2020

Veja o calendário do pagamento do abono salarial do PIS/Pasep 2020

O Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador (CODEFAT) divulgou o pagamento do Abono Salarial (Programa de Integração Social – PIS) calendário 2020/2021.

Os valores variam de 88 reais a 1.045 reais, de acordo com a quantidade de dias trabalhados durante o ano base 2019. Quem tem conta na Caixa com cadastro atualizado e movimentação receberam o crédito automático antecipado.

Os pagamentos são escalonados conforme o mês de nascimento do trabalhador e começaram em julho, com os nascidos naquele mês. O prazo final para o saque do abono salarial do calendário de pagamentos 2020/2021 é 30 de junho de 2021.

Confira todas as datas:

Nascidos em Recebem a partir de Recebem até
Julho 16 de julho de 2020 30 de junho de 2021
Agosto 18 de agosto de 2020 30 de junho de 2021
Setembro 15 de setembro de 2020 30 de junho de 2021
Outubro 14 de outubro de 2020 30 de junho de 2021
Novembro 17 de novembro de 2020 30 de junho de 2021
Dezembro 15 de dezembro de 2020 30 de junho de 2021
Janeiro 19 de janeiro de 2021 30 de junho de 2021
Fevereiro 19 de janeiro de 2021 30 de junho de 2021
Março 11 de fevereiro de 2021 30 de junho de 2021
Abril 11 de fevereiro de 2021 30 de junho de 2021
Maio 17 de março de 2021 30 de junho de 2021
Junho 17 de março de 2021 30 de junho de 2021

Quem tem direito ao saque

Tem direito ao benefício o trabalhador inscrito no PIS há pelo menos cinco anos e que tenha trabalhado formalmente por pelo menos 30 dias em 2019, com remuneração mensal média de até dois salários mínimos. É necessário que os dados estejam corretamente informados pelo empregador na Relação Anual de Informações Sociais (RAIS), ano base 2019.

O saque do valor é feito nas agências da Caixa. Vale destacar, que com a pandemia de coronavírus, a orientação é que os trabalhadores evitem ao máximo aglomeração nas agência. Como o pagamento só começará em julho, não adianta ir antes na agência.

Em julho, os primeiros trabalhadores que têm direito ao saque, devem apresentar um documento oficial. Quem possui Cartão do Cidadão ativo, pode ainda retirar o dinheiro no caixa eletrônico da Caixa, em uma casa lotérica ou em um ponto de atendimento Caixa Aqui. Correntistas ativos da Caixa recebem o crédito automático antecipado.

Servidores públicos

O trabalhador com vínculo a empresa pública possui inscrição Pasep e recebe o pagamento pelo Banco do Brasil. Veja o calendário:

Final da inscrição Recebem a partir de Recebem até
0 16 de julho de 2020 30 de junho de 2021
1 18 de agosto de 2020 30 de junho de 2021
2 15 de setembro de 2020 30 de junho de 2021
3 14 de outubro de 2020 30 de junho de 2021
4 17 de novembro de 2020 30 de junho de 2021
5 19 de janeiro de 2021 30 de junho de 2021
6 e 7 11 de fevereiro de 2021 30 de junho de 2021
8 e 9 17 de março de 2021 30 de junho de 2021

 

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Bitcoin acumula alta de 31% e supera crise de 2020

Quando falamos de recuperação em uma crise, como a que estamos vivendo hoje, vemos que o Bitcoin superou todos as expectativas e os números realmente mostram isso.

A criptomoeda que tinha caído para menos de R$25 mil agora está sendo negociada na Foxbit por R$ 38 mil*.

Em outras palavras o Bitcoin subiu 52% desde às duas últimas grandes quedas, uma no começo de março (06/03) e outra no dia 11/03.

No gráfico acima podemos ver a queda do Bitcoin e sua recuperação até hoje.

Mas o que isso significa para quem comprou ou deixou de comprar bitcoin?

Quem comprou R$ 1.000,00 em bitcoin quando o preço se aproximou da queda máxima em março hoje tem R$~1520,00. É um bom dinheiro, não é mesmo?

Ibovespa x Bitcoin

Se compararmos o desempenho do bitcoin com o Ibovespa veremos que o criptoativo está se recuperando muito mais rápido e já teve uma alta de aproximadamente 31% desde o começo do ano.

Enquanto isso, o Ibovespa acumula uma queda de 36,69% no mesmo período de tempo.

Entretanto, diferente do Ibovespa, as perspectivas do bitcoin parecem mais positivas ainda. Conforme análise feita no Cointimes, o halving do Bitcoin pode impulsionar o preço da criptomoeda se o histórico se mantiver.

O Bitcoin ainda precisa subir cerca de 9,52% para voltar ao patamar de R$40 mil – anterior ao da crise. Contudo, a resposta no preço do criptoativo foi rápida e mostra certa resiliência do bitcoin mesmo em cenários caóticos. Enquanto isso, o Ibovespa ainda precisa subir 34,3% para retornar aos 100 mil pontos.

E aí, vai começar a comprar bitcoin hoje ou vai deixar para depois?

Que tal começar a fazer trades de bitcoin pelo seu celular? Conheça o aplicativo da Foxbit, disponível para Android e iOS.

*Preço de R$38mil na cotação do dia 06/04/2020 às 16h53.

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Quais trabalhadores devem receber primeiro o benefício de R$ 600

O ministro da Cidadania Ônix Lorenzoni disse nesta segunda-feira (6) que os primeiros trabalhadores a receber o benefício de R$ 600, a partir desta terça-feira (7) serão os cadastrados no CadÚnico até o dia 20 de março e que tenham conta na Caixa ou no Banco do Brasil.
Estão incluídos no CadÚnico todos os brasileiros que recebem algum benefício do governo. O auxílio será disponibilizado durante três meses para garantir uma renda mínima aos brasileiros em situação mais vulnerável durante a pandemia do Covid-19.
Posteriormente, a partir de quarta-feira (8) os pagamentos começarão a ser feitos a trabalhadores cadastrados no CadÚnico que tenham conta em outros bancos.
A data limite para inserção de dados no Cadastro Único foi o dia 20 de março. Agora, o sistema está suspenso para ajustes tecnológicos, pois a quantidade de acessos nos últimos dias se multiplicou, passando de sete mil para mais de 200 mil por dia.
Quem se inscreveu já está garantido no sistema para receber o auxílio emergencial. Quem ainda não se inscreveu deve aguardar a disponibilização de um aplicativo pela Caixa, a partir de amanhã, 7 de abril, e realizar o cadastro.
A partir de quarta-feira, 8, também devem começar a receber o benefício os trabalhadores informais, os microempreendedores individuais (MEI) e os contribuintes individuais do INSS que se enquadram na lei mas não fazem parte do CadÚnico.
Para identificá-los, já que não estão cadastrados em programas sociais, o governo federal lança nesta terça-feira (7) um aplicativo. Esses trabalhadores deverão acessá-lo e se cadastrar para garantir o pagamento do benefício a partir de quarta-feira (8).

Por fim, a partir do dia 16 de abril, quem recebe o Bolsa-Família e se enquadra nas exigências da lei passará a receber o benefício emergencial no lugar do benefício do Bolsa-Família, caso o valor seja maior.

Tanto os beneficiários do Programa Bolsa Família e as pessoas que estão registradas no Cadastro Único do governo federal não precisam baixar o aplicativo. O pagamento para essas pessoas será realizado automaticamente.

O benefício de R$ 600 poderá ser recebido por até dois integrantes da mesma família. É destinado a cidadãos maiores de idade sem emprego formal, mas que estão na condição de trabalhadores informais, seja empregado, autônomo ou desempregado de qualquer natureza, inclusive o intermitente inativo, inscrito no Cadastro Único até 20/03/2020. O texto também compreende os microempreendedores individuais (MEI) e os contribuintes individuais da Previdência Social.
Mas é necessário cumprir algumas exigências: terão direito ao valor apenas os trabalhadores cuja família tenha renda mensal per capita (por pessoa) de até meio salário mínimo (R$ 522,50) ou renda familiar mensal total de até três salários mínimos (R$ 3.135). A pessoa também não pode ter tido rendimentos tributáveis, em 2018, acima de R$ 28.559,70.

Como será feito o pagamento

Além do aplicativo, haverá um site e uma central telefônica para o cadastro dos trabalhadores informais fora da base de dados do governo.

O pagamento será feito em uma conta digital e gratuita, sem taxas para movimentação. Haverá um segundo aplicativo para realizar o pagamento. Será uma conta poupança digital.

Quem não tiver como acessar o aplicativo de pagamento receberá um TED para qualquer banco, também de graça. O saque poderá ser feito nos terminais de atendimento eletrônico, em lotéricas e nas agências dos bancos públicos federais.

A Caixa tem mais de 25 mil pontos de venda, sendo quatro mil agências e 13 mil lotéricas com grande capilaridade e que abrem, inclusive, aos sábados. No entanto, o objetivo é realizar os pagamentos digitais, para evitar aglomerações nesses locais e, como consequência, a disseminação do novo coronavírus.

O banco espera, portanto, realizar milhões de pagamentos automáticos, direto na conta, gratuita e quenpode ser movimentada por aplicativo.

Não vá até as agências

O governo reitera o pedido para que as pessoas não procurem neste momento as agências da Caixa Econômica Federal ou do Banco do Brasil nem se dirijam aos Centros de Referência de Assistência Social (CRAS).

Cuidado com golpes

O governo também faz um alerta contra as sites falsos foram criados e disseminados pelo aplicativo WhatsApp para tentar obter dados dos beneficiários. O recado é não fornecer dados para qualquer pessoa ou site que fale em nome do benefício.

Veja abaixo as principais regras para recebimento do benefício:

Quem tem direito ao benefício?

1. Trabalhadores que cumpram uma das condições:
a) Ser microempreendedor individual (MEI)
b) Ser contribuinte individual ou facultativo do Regime Geral de Previdência Social (RGPS)
c) Ser trabalhador informal inscrito no Cadastro Único – quem não estiver cadastrado poderá fazer uma autodeclaração por meio de aplicativo que estará disponível nesta terça-feira, 7 de abril
d) Ter cumprido o requisito de renda média até 20 de março de 2020

2. Ter mais de 18 anos

3. Família com renda mensal per capita (por pessoa) de até meio salário mínimo (R$ 522,50) ou renda familiar mensal total de até três salários mínimos (R$ 3.135)

4. Não ter tido rendimentos tributáveis, em 2018, acima de R$ 28.559,70

Quantas pessoas podem ser beneficiadas por família?

No máximo duas pessoas por família podem receber o auxílio emergencial de R$ 600. As mães chefes de família têm direito a receber o benefício em dobro, ou seja, R$ 1.200.

Quando posso sacar o benefício?

Após a sanção do Projeto de Lei, na última quarta-feira, 1º de abril, e a edição de Medida Provisória com a garantia dos recursos extraordinários de R$ 98,2 bilhões, na quinta-feira, falta o Governo Federal publicar um decreto para regulamentar o funcionamento do auxílio emergencial, o que acontecerá nesta semana.

Onde posso sacar o benefício?

Conforme a lei aprovada, quando estiver regulamentado, o benefício será pago nas agências dos bancos públicos federais, em terminais de atendimento eletrônico e em lotéricas.

Como deve proceder quem não tem Cadastro Único no governo federal?

A pessoa que se encaixa no perfil para receber o auxílio emergencial e não estiver no Cadastro Único poderá fazer uma autodeclaração por meio de aplicativo que estará disponível na terça-feira, 7 de abril.

Sou beneficiário do Bolsa Família. Posso receber o auxílio emergencial?

Sim, caso o auxílio emergencial seja mais vantajoso que o valor recebido no programa Bolsa Família. Como os integrantes do Bolsa Família já estão no Cadastro Único, não será necessário pedir a alteração do benefício.

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IP Capital tem reduzido exposição ao varejo e eliminado negócios expostos a turismo na crise

SÃO PAULO – Em carta enviada a cotistas para abordar o desempenho dos fundos de ações no primeiro trimestre, a IP Capital Partners disse ter feito alguns ajustes nas carteiras para atender a três critérios de empresas. São eles sobreviver, dado o profundo impacto econômico esperado; adaptar a operação rapidamente a uma nova realidade; e ganhar força perante os competidores, em particular pela aceleração de tendências já existentes.

“Acreditamos que o momento atual favoreça ainda mais os negócios que preferimos e nos quais investimos. São empresas sólidas, com dominância competitiva, posição financeira folgada e ventos seculares nas costas”, afirmou a gestora.

A IP tem procurado eliminar da carteira desde o fim de janeiro negócios expostos a turismo e reduzindo a exposição ao varejo. “Os portfólios já estavam posicionados em negócios capazes de suportar choques fortes e tirar proveito deles. Além disso, carregamos proteções (dólar, ouro e put spreads no S&P) que, além de amortecerem o impacto, nos deram fôlego para aumentar a exposição à medida que novas oportunidades surgiram.”

No primeiro trimestre de 2020, as cotas do IP-Participações e do IP-Value Hedge tiveram quedas de 13,9% e 10,7%, respectivamente, ante uma desvalorização da ordem de 37% do Ibovespa e de 20% do S&P 500 (nesse último caso, em dólares, incluindo o reinvestimento de dividendos).

Desde meados de 2019, a gestora conta ter vendido gradualmente investimentos em algumas empresas brasileiras por negociarem a preços muito elevados. Dessa forma, ao fim de fevereiro de 2020, apenas 23% da carteira do IP-Participações e 5% da carteira do IP-Value Hedge estavam em negócios no Brasil.

“Com a queda, diversos negócios que admiramos começaram a ser oferecidos novamente a preços atraentes, mesmo considerando o impacto relevante da crise atual. Estamos aproveitando a oportunidade para comprá-los.”

Fundada em 1988, a gestora destacou ainda que essa não é a primeira e não será a última crise pela qual passa, e disse que o evento apresenta diversas oportunidades. “Combinando cautela, seletividade e disciplina, será mais um período de volatilidade que deve potencializar os resultados de longo prazo.”

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Zerados em Bolsa, aplicados em juros e dólar: a receita dos fundos multimercado da Vinland para enfrentar a crise

Foto conceitual do COVID-19 (novo coronavírus) e globo terrestre, feita em estúdio

SÃO PAULO – A quarta-feira de cinzas marcou o início do dramático bear market que engoliu os Bolsas mundiais. No Brasil, o Ibovespa caiu quase 40% desde então, mas, naquele 26 de fevereiro, ninguém podia prever o que viria em seguida: nem o pânico nos mercados, muito menos as quarentenas em série e a explosão dos casos de coronavírus pelo mundo.

Para a equipe da gestora Vinland, havia incertezas demais no cenário. “Vimos que era um evento muito difícil de ser compreendido e mensurado”, diz James Oliveira, sócio da Vinland.

Diante disso, a decisão foi zerar os investimentos em ações nos fundos multimercado, privilegiar as aplicações em renda fixa com prazo curto e ficar “comprado” em dólar (ou seja, investir para ganhar com uma valorização da moeda americana).

“Zeramos para limpar a cabeça e tentar analisar um pouco mais friamente o que estava acontecendo”, diz Oliveira.

As mudanças no portfólio feitas no início da crise se mantiveram. “Estamos carregando essas posições até hoje”, completa.

Para o gestor, a volatilidade nos mercados vai continuar “por um tempo razoável”, porque ainda não se sabe quando – nem como – haverá um alívio na quarentena, já que os casos de coronavírus continuam aumentando.

“Estamos mantendo uma gestão bastante ativa, explorando a volatilidade, mas sem vontade de nos antecipar e montar grandes posições estruturais”, afirma.

“Existe uma chance boa de que a Bolsa suba no longo prazo”, diz Oliveira. “Mas o curto prazo deve ser conturbado, então preferimos buscar um timing melhor para investir.”

Previsão de juros em 3%

Em março, o multimercado Macro da Vinland teve um retorno de 1,4%, enquanto o Macro Plus, que corre um risco maior, rendeu 2,4%. Em 12 meses, a rentabilidade está em 11,9% e 20,2%, respectivamente.

Um investimento que garantiu o bom desempenho dos fundos no último ano foi a aposta na queda dos juros no Brasil e no México – a gestora mantém a perspectiva de cortes adicionais das taxas nos dois países porque a inflação está baixa e as economias devem sofrer com a pandemis do coronavírus.

Em relação ao Brasil, a previsão da casa é que a inflação ficará abaixo de 2% neste ano e o PIB terá uma contração de 3%, o que abre espaço para que a taxa Selic caia para 3% nos próximos meses (hoje, a taxa está em 3,75%).

“Pelo modelo de metas de inflação, o Banco Central brasileiro poderia baixar a Selic para 2%. Mas mantemos nossa previsão em 3% porque o BC está sendo muito conservador, mesmo com a inflacao abaixo da meta e o PIB negativo pela frente”, afirma o gestor.

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InfoMoney Orienta

InfoMoney Orienta

Mercado de ações

Fundos imobiliários

Fundos de investimentos

Renda fixa

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As estratégias de investimento da Ibiuna e da Bahia Asset em meio à crise

SÃO PAULO – Em um ambiente bastante atípico para o mercado financeiro e que pegou os investidores de surpresa, dado o tamanho e a rapidez do impacto do coronavírus sobre as economias, gestores de fundos de investimento tiveram que se movimentar ainda mais para evitar maiores perdas em março.

Em cartas aos cotistas, os gestores da Bahia Asset e Ibiuna Investimentos abordaram o cenário de incerteza nos mercados e contaram como estão posicionados os portfólios. Enquanto na Bahia Asset a busca é por liquidez, de forma a aproveitar oportunidades na Bolsa via empresas com receitas mais resilientes, na Ibiuna, a preferência segue em juros, com a expectativa de ganhos gerados pelas políticas monetárias ao redor do mundo.

Nos fundos multimercado da Bahia Asset, a opção para março foi por reduzir as posições compradas em empresas cíclicas dos setores de petróleo e consumo discricionário. A posição short (aposta na queda) no setor de telecomunicações foi praticamente encerrada, enquanto posições compradas (com aposta na alta) no setor de farmácia foram ampliadas.

Além disso, a gestora trocou a parte direcional comprada em bolsa no Brasil para o mercado acionário americano. A expectativa é de que as empresas do S&P 500 consigam reagir primeiramente à retomada no pós-crise.

Em março, o Bahia AM FIC FIM recuou 5,02%, ante variação de 0,34% do CDI e queda da ordem de 30% do Ibovespa.

A Ibiuna, por sua vez, começou a migrar as carteiras para empresas que não devem apresentar problemas de dívida e fluxo de caixa no médio prazo.

No fundo long biased, a gestora aumentou as posições em Cesp (CESP6), Totvs (TOTS3), e Locamerica (LCAM3) por terem uma fração relevante de suas receitas com característica recorrente e potenciais atrativos. Também foram ampliadas as posições em Yduqs (YDUQ3) e Ultrapar (UGPA3).

Ao mesmo tempo, os gestores reduziram as posições em incorporadoras de média e alta renda, por serem muito impactadas pela taxa de desemprego e confiança, bem como em seguradoras de saúde e shopping centers. Em março, o fundo Ibiuna Long Biased FIC FIM teve queda de 32,21%.

Com relação à estratégia do multimercado Ibiuna Hedge FIC FIM, a gestora reduziu as posições mais arriscadas em renda variável direcional, assim como a exposição a moedas emergentes. Foram ampliados, contudo, os hedges (proteções) contra cenários extremos, via aumento da posição aplicada em títulos do Tesouro americano e na compra de dólar contra real.

A visão é de que ainda que haja oportunidades atrativas na renda variável, a elevada volatilidade dessa classe de ativos somada às incertezas, demandam prudência na alocação de risco. “Neste momento, preferimos observar de fora a correr o risco de ‘queimar a largada’ nesta que pode ser uma ótima oportunidade mais à frente”, escreve a gestora.

Juros e Selic

De acordo com a Ibiuna, a principal estratégia do multimercado e que contribuiu para os ganhos de 2% do fundo no último mês foi a alocação na curva de juros de países que devem se beneficiar de políticas monetárias, como Estados Unidos, México, Chile, Brasil e Inglaterra.

Em Brasil, por exemplo, o fundo possui posições aplicadas na parte curta e intermediária da curva de juros. A justificativa é que o ambiente é “extremamente benigno de inflação” e que há perspectivas de novos cortes da Selic.

Juros mais baixos também são esperados pela equipe da Garde, que vê o Banco Central cortando a Selic para 2,75% ao ano nos próximos meses, com espaço adicional para novas baixas.

“Dada a rápida deterioração do cenário de atividade e a excepcionalidade da crise atual, não devemos descartar a possibilidade de realização de uma reunião extraordinária para cortes de juros”, escreveu a gestora em relatório intitulado “O mês em que a Terra parou”.

Com relação à inflação, a casa estima que o IPCA tenha alta de apenas 1,5% neste ano, mesmo com o câmbio acima de R$ 5,00. Isso aconteceria, segundo a Garde, devido à forte abertura do hiato do PIB, que deve encerrar o ano com queda de 3%, e ao choque desinflacionário dos preços de petróleo.

“Acreditamos que o ritmo de avanço da epidemia nos EUA, as mensagens dos líderes políticos a respeito da duração das medidas de contenção e a continuidade das medidas econômicas em resposta ao choque serão cruciais para ditar o ritmo dos mercados nas próximas semanas”, escrevem os gestores.

Em março, o multimercado D’Artagnan recuou 3,08%, enquanto o fundo long biased da casa teve queda de 21,55%.

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Bancos recebem 2 mi de pedidos de pausa de dívida; total chega a R$ 200 bi

Os cinco maiores bancos do país já receberam mais de 2 milhões de pedidos de renegociação de dívidas de pessoas físicas e de micro e pequenas empresas de linhas como crédito pessoal, imobiliário (com e sem garantia de imóveis), financiamento para aquisição de veículos e capital de giro. A iniciativa que foi autorizada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), no dia 16 de março, permite pausar as parcelas devidas por dois ou três meses, dependendo do banco. Ao todo, os valores já chegam a 200 bilhões reais, de acordo com levantamentos feito pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban). O intuito é dar fôlego financeiro aos trabalhadores em meio à pandemia do coronavírus.

Deste total, a Caixa recebeu mais da metade das solicitações. Mais especificamente, foram 1 milhão de pedidos de carência em contratos habitacionais, com oferta de 111 bilhões de reais em créditos e pausa de até 90 dias. O Bradesco, por sua vez, já recebeu 635 mil pedidos e o Banco do Brasil teve 200 mil pedidos, equivalentes a 60 bilhões de reais. Por sua vez, o Santander recebeu 80,9 mil pedidos, equivalentes a 11 bilhões de reais e Itaú, 302,3 mil pedidos, com saldo de 12,1 bilhões de reais e parcelas já prorrogadas de 679 milhões de reais.

A medida vale para todos que tenham financiamentos de imóveis e carros nos bancos, e também outros tipos de dívida. A única exigência é que as prestações do crédito estejam em dia. A exceção é na Caixa, onde financiamentos com até duas prestações em atraso também podem ser pausados.

Durante o período de pausa será mantida a mesma taxa de juro, sem a cobrança de multa. As parcelas não serão encavaladas: o cliente fica dois (ou três, no caso da Caixa) meses sem pagar e depois o pagamento da prestação volta ao normal, com a adição dos meses que não foram pagos no final do financiamento.

O pedido não precisa ser feito nas agências dos bancos, como forma de segurança contra a disseminação do vírus. A recomendação é que o cliente dê preferência a canais eletrônicos, como o internet banking e a central de atendimento telefônica.

Como congelar as parcelas em cada banco

Veja abaixo as instruções dos bancos para pausar o pagamento de financiamentos e empréstimos.

Caixa

A Caixa informa que a pausa vale para contratos habitacionais pessoa física e pessoa jurídica. Se o cliente estiver utilizando o FGTS para o pagamento das prestações mensais, não será possível solicitar a pausa.

Após a solicitação, o banco vai efetivar-o pedido em até 48 horas, com a data retroativa. Ou seja, quem tem prestações que vencem nesta semana conseguirá pausá-las.

As mesmas condições são oferecidas a clientes que possuam operação de Home Equity – Crédito Imóvel Próprio. Nesse caso, é necessário já ter pago pelo menos 11 parcelas.

O serviço de pausa estendida, que está sendo oferecido em caráter emergencial, pode ser acessado por meio do Aplicativo Habitação Caixa, pelo WhatsApp (telefone 0800-726 8068) ou ainda pelo Telesserviço (telefones 3004-1105 para capitais ou 0800-726 0505 para demais cidades, opção 7 da URA), de segunda a sexta-feira, das 8 às 20 horas, exclusivamente para contratos com pessoas físicas. No caso do app, é necessário atualização da versão na loja de aplicativos.

Já para os contratos habitacionais com pessoas jurídicas o cliente deverá entrar em contato com seu gerente para formalizar a solicitação.

Passo a passo para acessar o serviço no aplicativo da Caixa:

• Acessar o aplicativo Habitação Caixa;
• Efetuar login;
• Acessar a aba Serviços;
• Clicar na opção Solicitar Pausa Emergencial;
• Ler as orientações e clicar em Próximo;
• Informar o número do celular e autorizar o banco a enviar SMS sobre a solicitação;
• Clicar em Solicitar Pausa.

Itaú

No Itaú, o pedido pode ser feito por meio das centrais de atendimento. Para veículos, em capitais e regiões metropolitanas o número é 4002-0234, enquanto nas demais localidades basta ligar para 0800-729-0234. No caso de financiamento imobiliário, o atendimento é de segunda a sexta, das 8 às 21 horas pelo 4004-7051, para capitais e regiões metropolitanas, e 0300-789-7051, para as demais localidades.

Santander

O Santander lançou um hotsite para orientar os clientes interessados em solicitar a prorrogação do vencimento de dívidas, em linha com a determinação do Conselho Monetário Nacional (CMN).

Veículos e bens financiados pela Santander Financiamentos fora da rede de agências não foram, neste momento, incluídos na medida.

Veja abaixo como fazer a pausa de duas parcelas para cada tipo de empréstimo no banco:

Produtos Pessoa Física

Medida Quem pode solicitar O que muda / O que permanece Como solicitar 
Crédito Pessoal, Crédito Unificado ou Reorganização

Prorrogação por 60 dias do pagamento da parcela

Clientes que estão com as parcelas em dia de contratos feitos na agência até o dia 13/3/2020 – Novos valores de parcela e data de vencimento em função da prorrogação da próxima parcela– O valor da taxa permanece o mesmo Central de Atendimento– 4004-3535 (capitais e regiões metropolitanas

– 0800-702-3535 (demais localidades)

– 0800-723-5007 (pessoas com deficiência auditiva e de fala)

Crédito Imobiliário

Prorrogação por 60 dias do pagamento da parcela

Clientes que estão com as parcelas em dia – Não há alteração da data de vencimento do contrato, apenas será postergado o vencimento da próxima parcela– A taxa de juro do contrato será mantida e não haverá cobrança de multa

– São pagos apenas os seguros obrigatórios e a tarifa de serviços administrativos (TSA), quando aplicáveis

Central de Atendimento– 4004-3535 (capitais e regiões metropolitanas

– 0800-702-3535 (demais localidades)

– 0800-723-5007 (pessoas com deficiência auditiva e de fala)

Financiamento de Bens: Auto, Solar, Graduação e outros Clientes que estão com as parcelas em dia

 

– A taxa de juro do contrato será mantida e não haverá cobrança de multa

– Haverá novos valores de parcela e data de vencimento, em função da prorrogação da próxima parcela

 

Central de Atendimento– 4004-3535 (capitais e regiões metropolitanas

– 0800-702-3535 (demais localidades)

– 0800-723-5007 (pessoas com deficiência auditiva e de fala)

Pessoa Jurídica

Medida Quem pode solicitar O que muda / O que permanece Como solicitar 
Produtos Capital de Giro (Parcelado, Final, Modular) e CDC

Prorrogação por 60 dias do pagamento da parcela

Clientes com contratos em dia – O prazo final do contrato será postergado para contemplar o período de prorrogação das parcelas Cliente deve procurar seu gerente

Bradesco

O Bradesco afirma, em nota, que está à disposição para prorrogar por 60 dias as dívidas de operações em dia.

Em financiamentos imobiliários, o banco pede ao cliente que preencha um formulário disponível pelo internet banking, assine e envie por e-mail à agência onde tem conta. Não é necessário ir à agência. O valor postergado será diluído nas prestações restantes.

Banco do Brasil

O Banco do Brasil não permite suspender financiamentos de imóveis e carros.

O banco prorrogou o prazo de parcelas que vencem nos próximos 60 dias apenas para algumas de suas linhas de crédito da pessoa jurídica. Os clientes podem prorrogar essas parcelas a vencer para o final do cronograma, com juros diluídos ao longo de todo o cronograma de pagamento.

Para os clientes pessoa física, foi disponibilizada a possibilidade de carência diferenciada de 60 a 180 dias para o pagamento da próxima parcela da renovação das operações em dia de CDC Automático, CDC Salário e CDC Consignado (conforme condição de cada convênio).

As últimas notícias da pandemia do novo coronavírus:

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Pessoa física desafia turbulência do coronavírus e B3 tem novo recorde de CPFs cadastrados

Home Broker

(Bloomberg) — Seis circuit breakers em pouco mais de uma semana — em meio a fortes perdas que apagaram quase três anos de ganhos — não foram suficientes para afastar os investidores de varejo da bolsa brasileira.

O número de investidores pessoa física no Brasil aumentou para cerca de 2,2 milhões em março, segundo dados da B3. O dado aponta para mais de 300 mil CPFs novos na bolsa no mês passado, quando o Ibovespa registrou sua maior queda mensal desde 1998.

Os brasileiros têm migrado cada vez mais para produtos de renda variável em busca de retornos mais atrativos, em resposta à queda da Selic de 14,25% para a mínima histórica de 3,75% ao longo dos últimos anos. Nos anos recentes, a entrada de investidores de varejo e de fundos locais mais do que compensou os investidores estrangeiros, que mostraram maior cautela.

O timing da turbulência recente foi “infeliz” para os investidores de varejo, que vinham migrando para a bolsa, disse Will Landers, chefe de ações para a América Latina da BTG Pactual Asset Management. “Eles viram que a bolsa não é poupança — é um investimento de risco.”

A bolsa brasileira acumula queda de 42% desde o pico no fim de janeiro, diante do impacto da pandemia de coronavírus, que reduziu as perspectivas para o crescimento econômico global e atrasou a agenda de reformas do governo.

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Investidores de títulos do Equador podem sofrer uma redução de 70% na dívida

(Bloomberg) — O Equador deve se tornar inadimplente no prazo de um ano como consequência da pandemia de coronavírus, que devasta a cidade portuária de Guayaquil e agrava os problemas econômicos do país, segundo pesquisa realizada pelo Citigroup.

O Equador está entre os principais candidatos a default nos mercados emergentes, juntamente com Argentina e Angola. Cerca de 55% dos entrevistados acreditam que o governo equatoriano não terá condições de pagar suas obrigações nos próximos 12 meses. Os credores de títulos provavelmente recuperariam entre 30 e 40 centavos de dólar após uma reestruturação e 35% dos entrevistados disseram esperar uma recuperação abaixo de 30 centavos de dólar.

Depois de pagar um bond apenas pela segunda vez em sua história, o Equador é empurrado para outro default diante da crise econômica causada pela pandemia de coronavírus. A queda neste ano dos preços do petróleo, principal produto de exportação do país, a fragilidade das contas públicas e subsequentes cortes da nota de crédito deixaram os títulos do Equador em níveis distressed. Agora, autoridades tentam conter o aumento da taxa de mortalidade em Guayaquil.

“Os riscos de default parecem estar aumentando, com a Argentina e o Equador na vanguarda”, escreveram estrategistas do Citigroup liderados por Ayoti Mittra na pesquisa, que entrevistou 30 gestores que administram cerca de US$ 120 bilhões.

Alta do petróleo

A avaliação do próprio Citi é que credores do Equador sofram um haircut (redução da dívida) de cerca de 56%, assumindo que o país possa pagar um cupom de 4,2% ao ano, com crescimento de 2% e um superávit primário de 0,5% do PIB. O rendimento de saída seria de 11% e a reestruturação incluiria novos títulos de longo prazo com um período de carência de dois anos.

“Esperamos que as autoridades iniciem negociações com os detentores de dívida em breve”, disse Anders Faergemann, gestor da Pinebridge, em Londres. “O ideal é que o Equador busque uma reestruturação amigável da dívida, no entanto, os detentores de títulos podem relutar em negociar antes das próximas eleições, o que pode levar à posse de um novo governo em 2021.”

Medidas de austeridade

Outros são mais otimistas. Siobhan Morden, da Amherst Pierpont, espera que os preços dos títulos se recuperem para 65 a 75 centavos de dólar se os credores permitirem que o Equador adie os pagamentos dos cupons deste ano por 12 meses. Isso resultaria em rendimentos de saída de 15% a 20%.

“O Equador está em uma posição mais forte para solicitar alívio temporário” do que a Argentina, escreveu Morden em nota na sexta-feira. “É possível que o Equador seja talvez o único país atualmente a adotar medidas pró-cíclicas de austeridade, além de se beneficiar de um forte apoio financeiro multilateral.”

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Começa o cadastro de trabalhadores informais para receber R$ 600

Enquanto a equipe comandada pelo ministro Luiz Henrique Mandetta corre para tentar evitar uma catástrofe na saúde pública brasileira por conta da pandemia do novo coronavírus, que causa a infecção respiratória covid-19, a do ministro Paulo Guedes corre para tentar evitar uma tragédia econômica e social.

Começa, nesta semana, o cadastro de potenciais beneficiários do programa de renda emergencial para trabalhadores que não são protegidos por vínculos formais de emprego.

O governo federal deve informar hoje mais detalhes do programa, como o calendário de pagamento e as formas de saque. Os trabalhadores autônomos e informais que não constam do Cadastro Único para Benefícios Sociais do governo federal – como diaristas, taxistas e ambulantes –, contribuintes individuais do INSS, funcionários intermitentes que não estejam sendo demandados pelo empregador e microempreendedores individuais (MEIs) devem se cadastrar a partir de amanhã em um aplicativo elaborado em parceria com a Caixa para solicitar o benefício.

Serão pagos 600 reais por mês, durante três meses, para diminuir a perda de renda desses trabalhadores com a súbita paralisação da atividade econômica no país por conta das iniciativas de distanciamento social que visam a reduzir o contágio pelo novo coronavírus. O ministro da Cidadania, Onyx Lorenzoni, disse na sexta-feira, 3, esperar que os depósitos comecem a ser realizados antes da Páscoa.

Até 100 milhões de trabalhadores devem ser elegíveis à renda emergencial, mas a eficácia do benefício pode ser limitada por uma questão prática: o governo não sabe quem são e onde estão os informais e autônomos que não fazem parte do Cadastro Único, o qual serve de base para o pagamento do Bolsa Família.

Trabalhadores que não se enquadravam no critério de pobreza para obter os benefícios sociais tradicionais do governo federal não tinham por que se cadastrar. Agora, na pressa de socorrer famílias que estão sob risco de passar fome, quem não tem direito ao benefício pode acabar sendo contemplado. Existe ainda a chance de que idosos e cidadãos desbancarizados não consigam acessar o aplicativo.

O programa emergencial de renda dará ao governo uma visão muito mais clara da precariedade do trabalho no país. Se bem usado, pode ser o começo de uma nova estratégia de enfrentamento da informalidade, muito necessária para impulsionar o desenvolvimento do país – não só funcionando como paliativo em momentos de crise.

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sábado, 4 de abril de 2020

3 perguntas que o investidor deve fazer antes de resgatar seus investimentos em meio à crise

SÃO PAULO – A forte volatilidade do mercado por conta da epidemia de coronavírus tem tirado o sono de investidores, até dos mais disciplinados, que amargam perdas expressivas especialmente em suas aplicações de maior risco, de renda variável.

Abrir o portfólio e ver um desempenho negativo no mês e no ano não é fácil. Mas resgatar seus investimentos e sair de uma vez do mercado também pode não ser a melhor saída.

Pensando nisso, a gestora americana Vanguard, com mais de US$ 6,2 trilhões em ativos sob gestão e conhecida por seus fundos de índice de baixo custo, publicou em seu site três pontos que podem ajudar o investidor na tomada de decisão. Confira:

1. Se você resgatar seus investimentos quando o mercado estiver em baixa, irá efetivamente amargar as perdas

Embora seja difícil controlar os ânimos em momentos de fortes oscilações, como o atual, a Vanguard destaca que é preciso ter em mente que uma vez que você liquidar o seu portfólio, isso não poderá ser mudado nem cancelado, mesmo se as condições de mercado melhorarem imediatamente. Dessa forma, você irá realizar as perdas e impedir que o montante seja recuperado com a volta dos ativos.

Se você é aposentado e depende do seu portfólio para renda, terá que fazer resgates independentemente das altas e baixas da Bolsa. Mas, segundo a Vanguard, não tem problema, uma vez que estará retirando apenas uma pequena fatia. É importante, contudo, que a carteira de investimentos seja construída de forma a suportar as flutuações do mercado, com ativos diversificados.

2. Você pode perder a retomada do mercado

Quando a economia começar a se recuperar da crise, esse movimento já vai estar no preço dos ativos. Então é preciso ficar atento às oportunidades, ou você perderá a porta de entrada.

Em teoria e no melhor dos cenários, diz a Vanguard, o investidor deveria vender quando a Bolsa sobe e comprar quando ela cai. Mas ninguém consegue prever o mercado, nem mesmo os gestores mais experientes.

3. Você pode comprometer os seus objetivos

Pelo fato de não haver uma bola de cristal, se o investidor resgatar seus investimentos em meio à crise, ele poderá perder a retomada do mercado e quiçá os melhores dias para a Bolsa, comprometendo seus objetivos de longo prazo.

Para ilustrar isso, a Vanguard criou um exemplo hipotético, considerando a média anual de retornos do S&P 500 de 2000 a 2019.

Se o investidor tivesse aplicado US$ 100 mil em uma carteira de ações (nos Estados Unidos) por cerca de 20 anos, por exemplo, teria recebido um retorno anual médio pouco acima de 6%.

Caso decidisse resgatar o montante aplicado durante esse período, perdendo no caso, os 25 melhores dias de performance do mercado, seu portfólio teria sido reduzido para algo em torno de US$ 91 mil ao fim de 2019.

Por outro lado, destaca a gestora americana, se o investidor tivesse seguido o planejamento inicial e mantido uma carteira diversificada ao longo desses 20 anos, mesmo durante as oscilações da Bolsa, teria um portfólio valendo US$ 320 mil em dezembro de 2019.

Isso não significa que o investidor nunca deva resgatar pequenas quantias da carteira. Mas sacar fatias menores do portfólio de maneira planejada não é a mesma coisa que deixar totalmente o mercado, destaca a Vanguard.

Qual é a recomendação?

Segundo a gestora americana, embora o momento seja de forte volatilidade, o ideal é que o investidor troque o mínimo possível de ativos na carteira. Isso porque, se os planos de investimento ou para a aposentadoria permanecem os mesmos, a carteira não deveria sofrer alterações.

Caso haja uma mudança de 5% ou mais dos ativos, a recomendação da Vanguard é de que o investidor faça um rebalanceamento do portfólio para que continue no caminho certo rumo a seus objetivos de longo prazo.

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