quinta-feira, 2 de abril de 2020

Por que o ouro pode ser seu melhor investimento, mas não para aplicar dinheiro agora

ouro

Em meio ao surto do coronavírus, os investidores estão se deparando com um momento de pânico nos mercados.

Foram seis circuit breakers em oito pregões – algo inédito na história da bolsa brasileira.

Dada a situação, os investidores estão buscando formas de se blindar na tentativa de mitigar as perdas.

Nesse cenário, o ouro aparece como uma das formas mais populares de fazer o hedge, transação que visa proteger o investidor de prejuízos.

Ouro

O metal precioso é um ativo negociado mundialmente e é tido como uma opção muito segura de diversificação.

Ele é um recurso natural finito e sua escassez não tem como ser compensada, por isso, seu valor não está sujeito a intervenções econômicas e estratégicas o que torna sua cotação é mais estável.

Assim, na prática, o investidor que aplica em ouro não busca uma valorização rápida, mas uma estabilidade do valor investido e um potencial de valorização no longo prazo.

No acumulado dos últimos 12 meses, o ouro tem alta de quase 17% – algo bastante significativo no mercado financeiro atualmente.

Precificação de catástrofe

Mas por que o investidor precisa ficar atento ao aplicar em ouro durante essa crise que o país enfrenta?

Lucas Collazo, analista de fundos e estrategista de alocação da Rico Investimentos, explica que o ouro não é uma boa opção para o investidor agora.

“O ouro foi uma ótima oportunidade, mas como toda proteção de carteira funciona como um seguro de carro. Não adianta comprar depois de bater o veículo. É isso que aconteceu com o ouro, já foi o timing. O investidor tinha que ter comprado antes da crise estourar”, afirma.

Segundo ele, considerando a situação do mercado, o valuation do ouro “precifica catástrofe” e não é uma boa hora para apostar nele.

Mesmo com o ouro, que é considerado um ótimo ativo para hedge, se o investidor não vender na hora certa pode sair no prejuízo.

“Deixa de ter o porto seguro e passa a ter uma commodity. Por isso, ao diversificar o investidor precisa tomar cuidado com os ativos que vai adquirir, ainda mais nesse momento que não sabemos o que vai acontecer”, explica Collazo.

Outro ponto muito importante neste momento é a correlação de ativos que o investidor tem na carteira.

Correlação de ativos

Nesse sentido, vale explicar relação entre ouro e o Treasury Americano, uma espécie de Tesouro Direto dos EUA. “O tesouro americano e o ouro tem geralmente uma correlação negativa um com o outro.

Quando a curva de juros futuros baixa o ouro se valoriza, e quando sobe ele deprecia – sempre de acordo com a expectativa do mercado.

Neste momento, o tesouro americano está pagando juros baixos porque a demanda foi muito alta dado o pânico no mercado e o ouro fica caro. Não é o momento de comprar”, explica.

Ainda, Collazo ressalta a crise de liquidez que estamos vivendo e o impacto na correlação de ativos nesse momento.

“Nos circuit breakers da bolsa americana o treasury e ouro apresentaram quedas, mas um efeito lógico era que esses ativos subissem. Isso prova que o mercado está irracional e contradiz o que era esperado”, diz.

“E isso impacta justamente a correlação. Algo que deveria se comportar de maneira X está na verdade se comportando de maneira y por conta de uma situação de liquidez que deixa as coisas imprevisíveis e irracionais dado a pandemia. Comprar ouro como proteção agora pode ser um risco, já que o ativo não está se comportando da maneira esperada. Além disso, é ativo difícil: não paga dividendo, não paga juros, não tem fluxo de caixa é muito complicado achar um valor justo para ele”, explica.

Índice do medo

O Vix, conhecido como índice do medo, mede as expectativas dos investidores, para os próximos 30 dias, sobre as ações que compõem o S&P, índice que concentra as empresas listadas mais relevantes dos Estados Unidos.

Nas últimas semanas, o índice teve alta valorização comprovando a incerteza dos investidores para o momento.

Ou seja, não quer dizer que não vale a pena investir em ouro, pelo contrário, o ativo já ofereceu boas oportunidades, mas o contexto global não é favorável.

Por fim, Collazo explica que o ideal neste momento o investidor que pensa no médio longo prazo e não precisa de dinheiro imediatamente deve fazer administração de caixa.

“Um ditado famoso no mercado financeiro é ‘cash is king’, quem tem caixa consegue se proteger mais no fim do dia. Pode eventualmente comprar ativo que está barato”, diz.

Mas fica o alerta do especialista para quem tem caixa também no sentido de correlação de ativos.

“Ao comprar posições para cobrir outras pode correr o risco de trocar os pés pelas mãos e perder dinheiro nas duas pontas, porque os ativos não estão se comportando de forma padrão devido ao cenário”.

Mas se o investidor não tem caixa, a recomendação é aguardar.

“É estatisticamente comprovado que se a pessoa vender as ações na baixa, no médio e longo prazo pode ter prejuízo. Tenha paciência”, diz.

Então, o que fazer?

Em resumo, para Collazo o cenário sobre o ouro pode ser analisado assim.

“O curto prazo, com o VIX em alta de 70/80% é impossível de acertar. Agora é fazer uma boa gestão de caixa, não vender bons ativos em baixa (caso os fundamentos não tenham mudado) e ter paciência. Se for alocar algum recurso, invista naquilo que é para longo prazo e que você tenha estômago para aguentar eventuais quedas e lembre que antes de melhorar pode piorar mais”, conclui.

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Disclaimer: CONTEÚDO PATROCINADO. Este material foi elaborado pela Rico Investimentos, que é uma marca da XP Investimentos CCTVM S.A. (“Rico”), e tem caráter meramente informativo, não constitui e nem deve ser interpretado como sendo material promocional, solicitação de compra ou venda, oferta ou recomendação de qualquer ativo financeiro, investimento, sugestão de alocação ou adoção de estratégias por parte dos destinatários. Os prazos, taxas e condições aqui contidas são meramente indicativas. As informações contidas neste relatório foram consideradas razoáveis na data em que ele foi divulgado e foram obtidas de fontes públicas consideradas confiáveis. A Rico não dá nenhuma segurança ou garantia, seja de forma expressa ou implícita, sobre a integridade, confiabilidade ou exatidão dessas informações. Este relatório também não tem a intenção de ser uma relação completa ou resumida dos mercados ou desdobramentos nele abordados. Os instrumentos financeiros discutidos neste material podem não ser adequados para todos os investidores. Este material não leva em consideração os objetivos de investimento, situação financeira ou necessidades específicas de qualquer investidor. Os investidores devem obter orientação financeira independente, com base em suas características pessoais, antes de tomar uma decisão de investimento. A Rico não se responsabiliza por decisões de investimentos que venham a ser tomadas com base nas informações divulgadas e se exime de qualquer responsabilidade por quaisquer prejuízos, diretos ou indiretos, que venham a decorrer da utilização deste material ou seu conteúdo. Os desempenhos anteriores não são necessariamente indicativos de resultados futuros. RENTABILIDADE PASSADA NÃO É GARANTIA DE RENTABILIDADE FUTURA. A Rico se coloca à disposição para clientes que desejam obter informações, tirar dúvidas ou fazer reclamações por meio de seu Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC). O contato do SAC é o telefone 0800 774 0402. A Ouvidoria da Rico tem a missão de servir de canal de contato sempre que os clientes que não se sentirem satisfeitos com as soluções dadas pela empresa aos seus problemas. O contato pode ser realizado por meio do telefone: 0800 771 5454. Para maiores informações sobre produtos, tabelas de custos operacionais e política de cobrança, favor acessar o nosso site: http://www.rico.com.vc.

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Tesouro Direto: taxas de títulos públicos têm alta nesta quarta-feira

SÃO PAULO – Em um dia de maior aversão a risco por conta do aumento do número de casos e de mortes associados ao coronavírus no mundo, os títulos públicos negociados via Tesouro Direto apresentaram alta nesta quarta-feira (1).

Entre os papéis indexados à inflação, o Tesouro IPCA+2026 pagava um juro real de 3,70% ao ano, ante 3,63% a.a. na tarde de terça-feira (31). O título com vencimento em 2035, por sua vez, pagava 4,56% ao ano, ante 4,44% a.a. anteriormente.

Com relação aos títulos prefixados, o juro do título com vencimento em 2023 subia de 5,30% para 5,52% ao ano, enquanto o Tesouro Prefixado com juros semestrais e vencimento em 2031 pagava 8,09% ao ano, ante 7,80% a.a. ontem.

Confira os preços e as taxas dos títulos públicos ofertados nesta quarta-feira (1):

Fonte: Tesouro Direto

Noticiário

Na agenda de indicadores domésticos, os dados de atividade divulgados superaram as expectativas. A produção industrial cresceu 0,5% em fevereiro, na comparação mensal. O resultado ficou acima da estimativa dos economistas compilada no consenso Bloomberg, que apontava para uma retração de 0,4%. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), na comparação anual, houve queda de 0,4%.

No exterior, investidores acompanham o relatório de emprego ADP do setor privado nos Estados Unidos, que mostrou a eliminação de 27 mil postos de trabalho em março, também melhor que o esperado pelos economistas consultados pela Bloomberg, que viam uma destruição de 150 mil vagas.

Ainda assim, os dados contrastam com os apresentados em fevereiro, quando a maior economia do mundo criou 183 mil vagas de empregos no setor privado.

Leia também:
• Com pressão generalizada sobre os preços, títulos públicos chegam a cair 24% em março

Pesa ainda sobre os mercados nesta quarta-feira a afirmação do presidente americano Donald Trump de que o país terá “duas, três semanas muito duras” pela frente, por conta do coronavírus. Segundo a Casa Branca, os EUA poderão ter entre 100 mil e 240 mil mortes pela doença.

No Brasil, o presidente Jair Bolsonaro moderou o tom sobre o coronavírus em discurso na noite de ontem e classificou a crise como o “maior desafio da nossa geração”. Bolsonaro trocou ainda as provocações por uma lista de medidas do governo na saúde e na economia. “Temos uma missão: salvar vidas sem deixar para trás os empregos”, afirmou.

No mundo, o número de pessoas contaminadas pela Covid-19 superou 861 mil, enquanto as mortes ultrapassaram 42,3 mil. Apenas no Brasil, são mais de 5,8 mil casos confirmados e 203 mortes.

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quarta-feira, 1 de abril de 2020

Abono salarial 2020 será antecipado até junho por coronavírus

O Ministério do Trabalho anunciou nesta quarta-feira (1º) que todos os pagamentos do abono salarial do PIS/Pasep serão adiantados para até junho deste ano.

O secretário do trabalho disse, em entrevista coletiva para anunciar um pacote de benefícios, que o Ministério está na fase final, em parceria com o Codefat, para fazer a antecipação de todos os pagamentos desse ano no mês de junho.

Portanto, o calendário que se estenderia até dezembro passará a se encerrar em junho. Com um volume expressivo de recursos aos trabalhadores na ordem de R$ 12 bilhões.

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Receita prorroga prazo de entrega da declaração do IR para 30 de junho

A Receita Federal do Brasil anunciou na noite desta quinta-feira, 1, a prorrogação para 30 de junho do prazo final para a entrega das declarações do imposto de renda das pessoas físicas referentes ao ano-base de 2019.

O prazo anterior era 30 de abril. Segundo José Tostes, secretário especial da Receita Federal, a decisão foi tomada por causa das restrições à circulação necessária ao combate ao novo coronavírus, que causa a infecção respiratória covid-19. “As pessoas não estão conseguindo sair para pegar os documentos necessários”, disse Tostes em entrevista coletiva à imprensa em Brasília.

O secretário não informou como fica o calendário das restituições do imposto de renda, que começaria, com o primeiro lote, em maio. A autarquia espera receber 32 milhões de declarações neste ano.

As últimas notícias sobre o Imposto de Renda 2020:

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O que é Lastro do Bitcoin?

Afinal, o que é o lastro do bitcoin?

A sua definição literal é: um peso que é colocado no porão de um navio, para a sua estabilidade ou equilíbrio sobre as águas.

Em finanças esse termo é utilizado para descrever mecanismos que representam uma unidade física, por exemplo, um título que equivale a 100 gramas de ouro.

No passado os governos só podiam emitir mais dinheiro caso aumentassem a quantidade de ouro nas reservas. Cada Dólar, Libra Esterlina ou Franco Suíço podia ser trocado por sua quantidade equivalente em ouro, um lastro perfeito. Isso desapareceu em 1971, quando as moedas perderam essa conversibilidade. Após o fim do lastro, passaram a ditar o valor das moedas apenas a oferta e demanda do mercado.

O dinheiro possui lastro?

Ouro: Não. O bem físico é onde está contido o valor. É possível negociar direitos ou contratos futuros em bolsa de valores, e estes sim podem ser lastreados em ouro.

Ações: Parcial. Representam uma fatia de uma empresa que possui ativos, por exemplo, imóveis, recebíveis, patentes ou marcas. No entanto, nada impede das dívidas serem maiores que o próprio valor de venda destes ativos. Neste caso o patrimônio líquido é negativo.

Tesouro Direto: Sim. Títulos de renda fixa emitidos pelo governo são assegurados pelo Tesouro Nacional. Embora tenham algum tipo de carência, prazo para resgate, contabilmente são equivalentes ao próprio dinheiro. O mesmo vale para o LCA agrário e o LCI imobiliário.

Imóveis: Não. O próprio terreno e/ou propriedade é que representa o valor. Isto independe se há algum tipo de aluguel, cultivo ou produção no local.

Fundos diversos: Sim. Você adquire a cota de um investimento que está lastreado em outros ativos: ações, títulos de dívida, moedas, contratos futuros, participações em outros fundos, etc.

Fundos diversos: Sim. Você adquire a cota de um investimento que está lastreado em outros ativos: ações, títulos de dívida, moedas, contratos futuros, participações em outros fundos, etc.

O que confere valor  ao R$ ou Euro?

Você pode achar que as reservas internacionais do país são o lastro da moeda local, mas isto não é verdade. Em primeiro lugar, não é possível converter seu bilhete de papel (ou saldo na conta) por uma fatia equivalente destas reservas. Em segundo lugar, as reservas internacionais do Brasil, por exemplo, não cobrem nem 30% da dívida do governo.

Certo! Mas e o Bitcoin nessa história?

Assim como o ouro, diamantes e imóveis, o Bitcoin não possui lastro. Apesar de não ser um ativo físico, trata-se de um bem escasso. Você pode investir milhões de Dólares em mineração, mas ainda assim a quantidade emitida de novos Bitcoins ao longo do ano será a mesma.

Se não tem lastro, de onde vem o valor?

Da dificuldade de se criar um novo Bitcoin, da segurança que existe protegendo a rede, do grande número de usuários conferindo se as regras estão sendo cumpridas pelos mineradores, dos diversos ataques mal sucedidos, da impossibilidade de um governo ou conjunto de entidades tomar controle da moeda, etc. Da mesma forma que as moedas convencionais, é a oferta e demanda do mercado que dita o preço.

Para minerar Bitcoin é necessário gastar tempo de processamento para encontrar uma senha criptografada. O problema é que esta senha depende da última transação (bloco) registrado na rede, logo é uma corrida contra o relógio. Se algum outro minerador conseguir a resposta antes, seu trabalho foi em vão. Este processamento exige uma grande quantidade de energia elétrica.

Em países onde há alta inflação, controle de remessas para o exterior ou forte interferência do governo, especialmente por regimes ditatoriais, o cidadão comum é quem mais sofre. Coréia do Norte, Irã, Argentina e Venezuela são exemplos da necessidade de uma moeda independente. As pessoas deveriam ter o direto à escolha, e isto é algo que acreditamos fortemente aqui na Foxbit.

A melhor maneira de aprender algo é na prática. Comece com um depósito pequeno, faça sua primeira compra, experimente os diferentes tipos de carteiras (wallets), faça transferências entre elas até pegar confiança.

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Os limites de deduções do Imposto de Renda 2020

São Paulo – Dependendo do tipo de despesas realizadas em 2019, a base de cálculo para pagamento do Imposto de Renda pode ser reduzida. Ou seja, pode fazer com que o contribuinte tenha menos imposto a pagar ou até direito à restituição do valor pago.

Os gastos que podem diminuir a mordida do Leão na declaração, chamados de despesas dedutíveis, são definidos pela Receita Federal. A justificativa para a escolha das despesas que podem reduzir o pagamento do imposto é a necessidade do gasto. Quanto mais necessárias, menos impostos será pago sobre as despesas.

Ainda que os gastos possam ser abatidos do imposto, a Receita limita os valores que podem ser deduzidos para alguns tipos de despesas. É o caso de gastos com educação. Despesas com ensino técnico, fundamental, médio, superior, pós-graduação, mestrado e doutorado, por exemplo, só podem ser abatidas até o teto de 3.561,50 reais por dependente. Caso o contribuinte tenha gasto 5 mil reais no ano passado com a escola de seu filho, por exemplo, ele só poderá abater do imposto parte dessa despesa, limitada aos 3.561,50 reais.

O governo congelou novamente a tabela do IR, sem repor o valor da inflação. Portanto, os limites de deduções do Imposto de Renda 2019 são os mesmos que podiam ser abatidos no Imposto de Renda do ano passado.

Na prática isso significa que mais pessoas terão de declarar o IR este ano. Isso porque quem estava na faixa de isenção no ano passado pode ter entrado na faixa de obrigatoriedade de pagamento do imposto apenas por conta do aumento de salário provocado pelo dissídio, obtido pelo sindicato de sua categoria profissional.

A única mudança feita este ano é que o abatimento de despesas com empregados domésticos não será mais permitido.

Veja abaixo os limites e regras de deduções válidos para a declaração do Imposto de Renda 2020:

Declaração simplificada

Valor do abatimento: R$ 16.754,34

As deduções de despesas, como gastos com educação e saúde, além do abatimento de dependentes, só são permitidas se o contribuinte optar pelo modelo completo na hora de preencher a declaração do Imposto de Renda.

Isso porque a opção por preencher a declaração simplificada garante um abatimento único de 20% sobre a renda tributável. Neste ano, o desconto único de 20% continua limitado ao teto de 16.754,34 reais.

O desconto único de 20% gerado pelo preenchimento da declaração no modelo simplificado pode ou não ser mais vantajoso que o desconto obtido pelo abatimento individual das despesas dedutíveis na declaração completa.

Para saber qual tipo de declaração é mais vantajosa, basta preencher toda a declaração com os dados exigidos. Antes do envio do documento, o programa gerador da declaração indica automaticamente qual modelo irá gerar menos imposto a pagar.

Dependentes

Valor do abatimento: R$ 2.275,08

Quem optar pela declaração completa poderá abater um valor de 2.275,08 reais por cada dependente informado na declaração.

Despesas com educação

Valor do abatimento: R$ 3.561,50

Na declaração completa é possível abater despesas com educação até o limite de 3.561,50 reais.

Podem ser abatidas apenas despesas com ensino técnico, fundamental, médio, superior, pós-graduação, mestrado e doutorado. Esse tipo de despesa dedutível não inclui gastos com materiais escolares e atividades extracurriculares, como escolas de línguas ou cursinhos preparatórios.                                                             .

Despesas médicas

Valor do abatimento: ilimitado

Não há limites de valor para a dedução dos gastos com saúde, mas nem todos os tipos de despesas médicas podem ser deduzidas da base do imposto.

Entre as despesas médicas dedutíveis na declaração de IR estão gastos com internação, exames, consultas, aparelhos e próteses; e planos de saúde, realizados em benefício de quem declara ou de seus dependentes.

Para declarar essas despesas, é preciso ter os comprovantes do pagamento, como recibos e notas fiscais ou o informe enviado pelo plano de saúde, que contenham o nome, o endereço e o CPF ou CNPJ de quem recebeu os pagamentos.

Doações incentivadas

Valor do abatimento: limitado a 6% do imposto de renda devido

Contribuições a instituições que se enquadram nas regras de doações com incentivos fiscais também podem ser deduzidas da base do imposto de renda a pagar.

Contudo, as chamadas doações incentivadas só podem ser feitas aos fundos municipais, estaduais, distrital e nacional da criança e do adolescente, que se enquadram no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA); fundos municipais, estaduais, distrital e nacional que se enquadram no Estatuto do Idoso; projetos aprovados pelo Ministério da Cultura e enquadrados na Lei de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet); projetos aprovados pelo Ministério da Cultura ou pela Agência Nacional de Cinema (Ancine) e enquadrados na Lei de Incentivo à Atividade Audiovisual; projetos aprovados pelo Ministério do Esporte e enquadrados na Lei de Incentivo ao Esporte.

Essas doações não podem, somadas, ultrapassar o limite de 6% do valor do imposto de renda devido. Ou seja, se o imposto devido for de 3 mil reais, o valor máximo que pode ser deduzido dos gastos com esse tipo de doação será equivalente a 180 reais.

Contribuições à Previdência Social

Valor do abatimento: ilimitado

O contribuinte pode deduzir da base de cálculo do Imposto de Renda todas as contribuições feitas ao INSS, seja como trabalhador formal ou autônomo. Mas é necessário ter recebido rendimentos tributáveis suficientes ao longo de 2019 que o obrigue a acertar as contas com o Leão neste ano.

Também é possível deduzir contribuições ao INSS pagas por um dependente que tenha rendimentos tributáveis próprios, mas que são incluídos na declaração do contribuinte.

Contribuição a planos de previdência privada

Valor do abatimento: limitado a 12% dos rendimentos tributáveis

Quem contribui a um plano de previdência privada na modalidade Plano Gerador de Benefício Livre (PGBL) ou para o fundo de pensão oferecido pela empresa pode deduzir as contribuições feitas ao longo do ano passado da base de cálculo do Imposto de Renda até o limite de 12% da renda tributável.

Assim, se a renda tributável tiver atingido 100 mil reais em 2019 – sujeita à alíquota de 27,5% – as contribuições aos planos poderão ser abatidas até o limite de 12 mil reais.

Isso significa que o contribuinte terá direito a uma restituição de 3.300 reais neste ano (27,5% de 12 mil reais) ou, se tiver imposto a pagar, pagará 3.300 reais a menos.

Vale lembrar que o benefício não se trata de uma isenção de IR, mas um adiamento do pagamento. Quando o contribuinte for resgatar os recursos aplicados no plano no futuro, a tributação incidirá não apenas sobre a rentabilidade da aplicação, mas sobre todo o valor investido.

Pensão judicial

Valor do abatimento: ilimitado

Todo valor estabelecido pela Justiça pode ser deduzido, mas contribuições informais são consideradas mesadas e não entram nos critérios de dedução.

Empregado doméstico

Valor do abatimento: extinto

Na declaração completa, era possível deduzir no ano passado até 1.200,32 reais em despesas com um empregado doméstico. Este ano, o valor foi extinto, e não será possível fazer mais qualquer abatimento.

As últimas notícias sobre o Imposto de Renda 2020:

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Desafio completo: analista soma R$ 30 mil em ganhos após 16 dias operando ao vivo

SÃO PAULO – Operar ao vivo por 16 dias em frente a milhares de pessoas. Esse foi o desafio que Gilberto Coelho, analista da XP Investimentos, aceitou no início do mês de março. E, apesar de um cenário recheado de circuit breakers — mecanismo emergencial que interrompe as negociações quando a queda do Ibovespa ultrapassa determinados limites — e volatilidade no mercado, o analista, mais conhecido como Giba, conseguiu acumular mais de R$ 30 mil em ganhos.

“Meu objetivo era mostrar que é possível ter consistência em day trade. Quando digo consistência, não significa acertar tudo, mas fechar bem o mês ou um período relevante de observação dos dados”, afirmou ele.

Todas as operações realizadas durante o desafio, segundo Giba, foram baseadas na análise técnica, prática que consiste na leitura gráfica das movimentações das ações e na elaboração de estratégias a partir dos padrões encontrados nos gráficos.

“A escola técnica favorece buscar resultados com uma relação de risco x retorno favorável e, mesmo que se perca em metade das operações, o resultado financeiro fica positivo”, explica o analista.

Quer conhecer as estratégias mais usadas pelo Giba no desafio e aprender a como operar, mesmo em momentos de crise? Clique aqui e se inscreva gratuitamente na série de vídeos One Good Trader – como se tornar um trader consistente.  

Questionado sobre a influência do fator ‘crise’ nas operações, Giba afirma que os resultados foram mais positivos do que negativos. “Ninguém fazia ideia do que estava por vir. Felizmente, para o day trade foi muito favorável, uma vez que minha estratégia consiste em seguir um direcionamento ao longo do dia”, disse.

Ao longo de todo o desafio, o analista registrou apenas 3 dias de perdas e se diz orgulhoso de ter conseguido bater sua meta, que era ter uma taxa de acerto acima de 50%, com acertos mais rentáveis do que as perdas.

“Conseguimos mais de 60% de acertos em quase 200 operações. Tudo ao vivo e com transmissão pública. Em duas ocasiões, fizemos operações e as levamos até o limite dos circuit breakers”, conta o analista. Para ter acesso à planilha completa com os resultados de todos os dias do desafio, clique aqui.

Giba também ajudou algumas pessoas a ganharem dinheiro durante a execução do desafio, como é o caso de Marcelo Torres, 29.

“Acompanho sempre as lives do Giba e, na última live do desafio, consegui bater minha meta de gain de R$1.000 em apenas 3 horas de trade. As recomendações e estratégias que ele ensina são sensacionais!”, contou o farmacêutico. Clique aqui para aprender agora a operar com o Giba.

Uma vida de experiência

O desafio vencido por Giba soma-se a outros acontecimentos marcantes na vida do analista. Além de ter construído uma carreira de mais de 20 anos no mercado financeiro, ele também já foi reconhecido como ‘O melhor analista do Brasil”, em 2017, quando conseguiu montar uma das melhores carteiras de ações do país, segundo o ranking da Exame.com.

“Já passei por muitos circuit breakers”, brinca.

Além de analista, Giba também atua como professor de day trade e já ajudou várias pessoas a se tornarem traders, como é o caso de Murilo Garcia, 39. “Acompanho diariamente as lives do Giba, que são verdadeiras aulas vivas. Com ele, aprendi que o melhor de um trader é justamente a capacidade de entender um sistema e poder evoluir nosso setup”, afirma.

Murilo conta que hoje estuda para tirar a certificação para se tornar analista e seguir carreira no mercado financeiro também. “O Giba é uma inspiração para mim”, afirma.

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Customer Experience: como a Monte Bravo fideliza seus clientes

Monte Bravo

Mais uma vez a Monte Bravo desponta em relação aos escritórios de investimentos do País.

Buscando se tornar uma referência na qualidade e encantamento de clientes, a empresa criou um projeto de customer experience para oferecer a melhor experiência para seus investidores.

Em meio a turbulência causada no mercado financeiro pelo impacto do coronavírus, toda a equipe de customer experience, assessores, mesa de ações e outras áreas de empresa se uniram em uma força-tarefa com o objetivo de acalmar os clientes.

O resultado não poderia ser melhor, já que a palavra de especialistas foi fundamental para quem estava perdido com informações desencontradas após tantos ‘circuit breakers’.

Conselho de clientes

As ações, no entanto, não se resumem a temas pontuais.

Umas das principais atividades promovidas pelo time de customer experience é o conselho de clientes.

“Convidamos cinco clientes de perfis distintos para eles nos contarem o que acreditam que pode ser melhorado em todo o nosso processo”, explica Kinley Vasconcellos, responsável pelo CX da Monte Bravo.

A ideia é que esses encontros sejam feitos bimestralmente e que os colaboradores recebam feedback dos pontos apresentados.

Pioneirismo

O projeto, idealizado pelos dois sócios-fundadores —  Pier Mattei e Filipe Portella — segue alguns exemplos do que já é feito em empresas de private banking no exterior, mas é pioneiro entre os escritórios de investimentos do País.

A decisão de trabalhar com a experiência do cliente faz parte de toda estratégia de transformação digital que a Monte Bravo está passando.

“CX é um ponto que se integra à transformação digital da empresa. Estamos automatizando e, com isso, tornando mais ágil toda a jornada do nosso cliente”, comenta Vasconcellos.

É por isso que a opinião do investidor que é assessorado pela Monte Bravo é importante.

“Usamos esses insumos para melhorar nossos treinamentos, a experiência interna dos nossos colaboradores e nossos produtos”, complementa.

Dessa maneira, a Monte Bravo, que ganhou quatro vezes como o melhor atendimento de toda rede filiada à XP, busca novamente levar o prêmio para a casa.

Kinley Vasconcellos, responsável pelo CX da Monte Bravo.

Monte Bravo

A Monte Bravo, filiada à XP Investimentos, completa 10 anos em 2020.

Com grupo dedicado, possui R$ 7 bilhões sob custódia e mais de 7 mil clientes.

A empresa possui escritórios em São Paulo, Porto Alegre Rio de Janeiro, Goiânia, Belo Horizonte, Caxias do Sul e Santa Maria, e tem um time composto por mais de 200 profissionais.

Quer ser atendido pelos melhores assessores de investimentos do país? Clique aqui.

 

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Tesouro Direto: Com pressão generalizada sobre os preços, títulos públicos chegam a cair 24% em março

SÃO PAULO – Passado mais de um mês desde que o mercado financeiro passou a embutir nos preços os efeitos da epidemia do coronavírus na economia, o investidor de renda fixa também tem notado o impacto da crise em suas aplicações.

O Tesouro Direto registrou queda generalizada de preços entre os títulos públicos disponíveis para compra em março, com destaque para os papéis com retornos indexados à inflação de mais longo prazo. O Tesouro IPCA+ com vencimento em 2045 apresentou queda de 24,34%, enquanto o Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2055 teve perda de 15,32%.

No grupo dos títulos com rendimentos prefixados, a maior baixa partiu do Tesouro Prefixado com Juros Semestrais com vencimento em 2031, com recuo de 6,72%.

Vale lembrar que o investidor só terá essas perdas se efetivamente vender os papéis antecipadamente. Se carregá-los até o vencimento, o retorno vai respeitar as taxas e as condições contratadas no momento de aquisição dos títulos.

Apesar da forte baixa, o desempenho dos títulos públicos ainda foi melhor que o da Bolsa. Em março, o Ibovespa caiu cerca de 30%, com queda acumulada da ordem de 37% no ano.

Confira a seguir como se comportaram os títulos públicos disponíveis para novos investimentos em março, assim como no trimestre e em 12 meses. O único papel não considerado no levantamento foi o Tesouro Selic, dado que seu retorno segue a variação da Selic, portanto, sem grandes oscilações diárias.

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O movimento de março refletiu o forte aumento das taxas, em um ambiente de maior aversão a risco na esfera global. Os prêmios pagos por títulos públicos com retornos nominais (sem descontar a inflação) chegaram à casa dos 9% ao ano, enquanto papéis com rendimentos indexados à inflação alcançaram juros reais de 5% ao ano. (leia mais nesta reportagem)

Em meio aos esforços do governo para conter a crise no Brasil, o Banco Central decidiu voltar a cortar a taxa básica de juros em março em 0,50 ponto percentual, para 3,75%. A expectativa do mercado financeiro é de que haja mais uma redução da Selic em maio, para 3,50% ao ano.

Aprendizados em tempos de crise: uma série especial do Stock Pickers com as lições dos principais nomes do mercado de ações. Assista – é de graça!

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Oi vai prorrogar vencimento de faturas do celular por 15 dias

A Oi está flexibilizando prazos e condições de pagamento de contas de seus serviços de telecomunicações como forma de minimizar o impacto financeiro causado pela pandemia do coronavírus e manter a prestação dos serviços e a sua base de clientes ativa.

Os clientes beneficiados por essas medidas incluem pessoas físicas e pequenas empresas (clientes empresariais).

A companhia está oferecendo o desbloqueio por uma semana para quem estiver inadimplente, postergação da data de vencimento das faturas de abril por 15 dias a pedido dos clientes e uma flexibilização da política de parcelamento sem multa.

As medidas entram em vigor na próxima segunda-feira, dia 6 de abril, e serão válidas durante todo o mês, considerado o período de maior impacto da pandemia. As medidas podem ser prorrogadas em caso de manutenção desse cenário.

Veja os detalhes de cada iniciativa:

Desbloqueio de serviços

A companhia está desbloqueando os serviços interrompidos por inadimplência por uma semana, para clientes que comunicarem que já efetuaram o pagamento ou que irão efetuá-lo nos próximos sete dias.

A solicitação já pode ser feita pelos canais digitais de atendimento no site ou no portal de relacionamento Minha Oi.

Postergação da data de vencimento

Outra iniciativa da operadora será postergar, a pedido dos clientes, o prazo de vencimento das contas em 15 dias da fatura com vencimento em abril.

A postergação estará disponível a partir de 6 de abril, mediante a solicitação dos clientes diretamente no atendimento eletrônico do serviço.

Flexibilização da política de parcelamento

Além disso, também mediante pedido dos clientes, a Oi vai flexibilizar a sua política de parcelamento para clientes que estejam inadimplentes por até 90 dias, oferecendo a possibilidade de parcelamento das faturas em até 10 vezes, sem aplicação de multas.

Neste caso, as solicitações devem ser realizadas após o dia 6 de abril nos canais de atendimento por telefone de cada serviço.

Os canais de atendimento digital da Oi estão disponíveis no site.

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Acompanhe 2 lives do InfoMoney Orienta, sobre dividendos e crédito privado

SÃO PAULO –  A crise provocada pela pandemia do coronavírus também está mexendo com o mercado de crédito privado.

Para falar sobre isso e também apontar oportunidades de investimentos nesse cenário, o InfoMoney vai entrevistar um dos maiores especialistas do país no tema, Alexandre Muller, sócio responsável pela equipe de gestão dos fundos de crédito da JGP.

A live vai começar às 16h e será transmitida no Youtube. Para acessar e fazer perguntas, basta clicar neste link.

Mais tarde, às 19 horas, o InfoMoney vai entrevistar Jorge Junqueira, sócio da Gauss Capital.

Junqueira vai abordar os impactos da crise sobre a distribuição de dividendos das empresas da Bolsa e também analisar as ações do setor elétrico.

A live será transmitida no Instagram. Aproveite e tire suas dúvidas.

As entrevistas fazem parte da campanha InfoMoney Orienta, lançada para ajudar os investidores a se planejar e cuidar melhor das suas finanças em meio à crise.

Clique aqui e saiba como enviar suas perguntas para que eles sejam respondidas pelos principais especialistas do mercado financeiro.

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Com demanda aquecida, GLP vê crise como motor para novo patamar do e-commerce no Brasil

SÃO PAULO – A crise provocada pelo coronavírus tem afetado em cheio o mercado imobiliário brasileiro, mas um segmento tem conseguido se destacar no contexto atual: o de galpões logísticos. Com uma demanda aquecida do lado do comércio eletrônico, o setor tem se blindado de certa forma dos efeitos da parada da atividade, como conta Mauro Dias, presidente da GLP Brasil, no novo episódio do “Banco Imobiliário”.

“Acho que, passada a crise, não vamos voltar para o patamar anterior. Vamos estabilizar num patamar maior e acho que as empresas de e-commerce vão rever suas necessidades na hora que tiverem a visão de qual é o novo nível de demanda sustentável”, afirmou o executivo.

Com uma taxa de ocupação de 94% do portfólio, Dias contou que, mesmo no pior momento da última crise, a GLP defendeu uma ocupação de ao menos 90% dos imóveis, o que reforça a percepção de resiliência do segmento logístico.

Com atuação no Brasil, na China, na Europa, na Índia, no Japão e nos Estados Unidos, a gestora de investimentos vinculada ao mercado logístico administra US$ 89 bilhões em ativos globalmente. No Brasil desde 2012, a empresa é responsável hoje por 5 milhões de metros quadrados de galpões, dos quais 2 milhões em desenvolvimento.

São mais de cem imóveis no país, com uma fatia acima de 90% concentrada entre São Paulo e Rio de Janeiro. Embora deixe claro que as avaliações sobre a crise ainda são muito iniciais, Dias aponta ter sentido um crescimento das empresas de comércio eletrônico, inclusive com a locação há cerca de duas semanas de 22 mil metros quadrados para um grande player da área.

“Nossa postura sempre foi ter um relacionamento de longo prazo com nossos clientes. O prazo médio de locação é de mais de cinco anos. Esse é um problema pontual, a gente espera que seja de curto prazo, mas, se tem um efeito que veio e acho que pode perdurar, é o do comércio eletrônico, que ganhou um impulso grande agora”, afirmou o presidente da GLP. Uma fatia de 40% da área locada da empresa é destinada ao e-commerce.

Apresentado por Marcelo Hannud, consultor imobiliário da XP, e por Beatriz Cutait, editora de Investimentos do InfoMoney, o “Banco Imobiliário” pode ser ouvido nas plataformas Apple Podcasts, Deezer, Spotify, Spreaker, Google Podcasts, Castbox e demais agregadores de podcast. Você ainda pode conferir o programa na íntegra em nosso canal no YouTube.

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CVM prorroga por 2 meses entrega de demonstrações financeiras findas em 31/12/19

A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) está adiando o prazo de entrega de informações periódicas das companhias abertas. A lista inclui demonstrações financeiras, formulários trimestrais, formulário cadastral, formulário de referência e o informe sobre o Código Brasileiro de Governança Corporativa. As empresas com exercício encerrado em 31 de dezembro passado terão mais dois meses para entregar as demonstrações financeiras.

Os balanços, portanto, poderão ser apresentados ao órgão regulador do mercado de capitais até o fim de maio. As companhias abertas também ganharam mais dois meses de prazo o formulário de referência, o formulário cadastral, o formulário das demonstrações financeiras padronizadas (DFPs), o informe sobre o Código Brasileiro de Governança Corporativa.

Já o formulário de informações trimestrais referente ao primeiro trimestre do exercício social das companhias com exercício social encerrado em 31 de dezembro de 2019 será jogado para frente em 45 dias, ou seja, até o fim de junho.

A norma também prevê o adiamento do prazo de entrega do relatório produzido pelos agentes fiduciários e permite que as assembleias dos fundos de investimento regulados pela CVM sejam realizadas de maneira virtual, ainda que as demonstrações financeiras que não possuam relatório de auditoria com opinião modificada sejam consideradas aprovadas, caso a assembleia convocada para a aprovação de contas não seja instalada em virtude do não comparecimento de investidores.

A Deliberação CVM 849 vem em linha com a Medida Provisória 931/20, publicada ontem. Ela altera dispositivos da Lei das S.A., como o que dispõe sobre a realização de assembleias de acionistas e dá poderes à CVM para prorrogar outros prazos. O objetivo do conjunto de iniciativas é reduzir os efeitos negativos da pandemia provocada pelo novo Coronavírus sobre a atividade econômica nacional.

Em comunicado ao mercado, a xerife do mercado de capitais diz ainda que centrará esforços na regulamentação das assembleias inteiramente digitais. Hoje elas não são regulares à luz da legislação e regulamentação vigentes.

Ao mesmo tempo em que flexibiliza prazos regulamentares, a CVM reconhece que a postergação da divulgação de informações ao mercado tende a acentuar situações de assimetria informacional entre investidores. Diante disso, a autarquia reforça que “as regras que buscam assegurar a integridade do mercado, especialmente aquelas que coíbem o uso de informação privilegiada e a manipulação de preços, continuam integralmente em vigor”.

A autarquia alerta que os emissores devem avaliar a melhor forma de informar aos seus acionistas e ao mercado em geral as decisões tomadas em virtude da MP 931 e da Deliberação 849, considerando o conteúdo de suas políticas de divulgação de informações e os mecanismos de divulgação já existentes, como comunicados ao mercado e avisos de fato relevante, dentre outros.

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AllianceBernstein: 5 conselhos para o investidor ter em mente nesta crise

SÃO PAULO – Diante de um cenário nebuloso pela frente, com forte queda dos preços dos ativos financeiros e perspectivas cada vez mais pessimistas para o desempenho das economias mundiais em 2020, muitos investidores tendem a reagir de forma precipitada, focando apenas no estresse de curto prazo e tomando medidas que podem prejudicar o retorno de seus investimentos à frente.

Pensando nisso, a equipe de renda variável da gestora americana AllianceBernstein, que possui mais de US$ 614 bilhões sob gestão, elaborou uma lista de conselhos para ajudar o investidor a navegar durante este período de grandes desafios e volatilidade nos mercados. Confira:

1. Pense fora da caixa

Imagine cenários improváveis e tente conectar os pontos de uma forma que possa não ser imediatamente óbvia. No cenário atual, o impensável pode se tornar realidade. As respostas podem ser ainda desconhecidas, mas não deixe de fazer perguntas só porque podem fugir do comum. Ao mesmo tempo, não se baseie em eventos passados para determinar quais ações da Bolsa irão oferecer maior estabilidade no mercado atual.

2. Preocupe-se com o curto prazo

Em algum momento, vamos sair dessa extrema incerteza e a vida retornará ao normal. Porém, isso provavelmente levará algum tempo e, até lá, a economia global deverá vivenciar uma forte contração.

Analisar a reação de uma companhia em diferentes cenários é fundamental na escolha de ações. A força do balanço e da continuidade do fluxo de caixa da empresa em um momento de forte queda são dois indicadores-chave que podem ajudar a identificar companhias que podem sobreviver a este cenário.

3. Não se esqueça do horizonte de longo prazo

Os resultados de curto prazo serão ruins para a maioria das companhias e investidores tendem a reagir de forma exagerada. Isso é esperado, dado que é da natureza humana focar no estresse imediato em vez do longo prazo.

Mas os valuations das companhias sobreviventes vão depender do fluxo de caixa pós-crise. Por isso, os investidores devem tentar usar o curto prazo para entender quais ações foram precificadas incorretamente pelo nervosismo do mercado. Em alguns casos, as condições de crise criam preços de liquidação para empresas de alta qualidade, que têm o necessário para o bom desempenho a longo prazo.

4. Imagine o mundo pós-coronavírus

Embora não seja fácil fazer isso enquanto países enfrentam uma tragédia humana e uma forte queda na economia, investidores devem pensar hoje sobre o que irá moldar a nova realidade no futuro.

Alguns negócios não irão sobreviver à crise e outros, podem nunca mais ser os mesmos. Por outro lado, algumas companhias podem emergir como vencedoras, como é o caso de empresas de trabalho remoto como Zoom Video Communications e Citrix Systems, que hoje fazem parte da rotina, e cuja tendência é de que seu uso se torne mais frequente quando as atividades voltarem ao normal.

Outros exemplos menos aparentes também devem surgir ao longo do tempo, com foco em novas oportunidades de negócio – por isso, pensar fora da caixa é crucial.

5. Seja humilde sobre o que sabe

Assim como na crise financeira global de 2008, os governos devem adotar políticas que parecem inimagináveis. Os investidores devem ser humildes sobre o que sabem e também, sobre o que não sabem. Tomar decisões baseadas no que políticos ou outros fazem não é investimento, é aposta.

Tente evitar o barulho vindo de fora e foque nos fundamentos das ações, com dados de microeconomia, modelos de negócios e fluxos de caixa.

A crise do coronavírus é um choque sem precedentes para a sociedade moderna e para a economia global, mas os investidores podem se recuperar aderindo a várias diretrizes estratégicas durante um período de extrema incerteza, como o atual.

Ter um pensamento criativo, uma avaliação sóbria dos desafios de curto prazo, bem como foco nos fundamentos de longo prazo e valuations é fundamental para identificar quais companhias irão sobreviver à pandemia e prosperar em uma nova realidade pós-crise.

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Caixa começa a pagar hoje saque-aniversário do FGTS

Os trabalhadores nascidos em janeiro e fevereiro que aderiram ao saque-aniversário do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) podem ter acesso ao dinheiro a partir de hoje (1º). Essa modalidade permite a retirada de parte do saldo de qualquer conta ativa ou inativa do fundo a cada ano, no mês de aniversário, em troca de não receber parte do que tem direito em caso de demissão sem justa causa.

O dinheiro poderá ser retirado até 30 de junho. O valor a ser liberado varia conforme o saldo de cada conta em nome do trabalhador. Além de um percentual, ele receberá um adicional fixo, conforme o total na conta. O valor a ser sacado varia de 50% do saldo sem parcela adicional, para contas de até R$ 500, a 5% do saldo e adicional de R$ 2,9 mil para contas com mais de R$ 20 mil.

Ao retirar uma parcela do FGTS a cada ano, o trabalhador deixará de receber o valor depositado pela empresa caso seja demitido sem justa causa. O pagamento da multa de 40% nessas situações está mantido. As demais possibilidades de saque do FGTS – como compra de imóveis, aposentadoria e doenças graves – não são afetadas pelo saque-aniversário.

O prazo de adesão ao saque-aniversário começou em janeiro. Ao optar pela modalidade, o trabalhador teve de escolher a data em que o valor esteja disponível: 1º ou 10º dia do mês de aniversário. Quem escolheu o 10º dia retirará o dinheiro com juros e atualização monetária sobre o mês do saque.

Como sacar

Por causa da pandemia de coronavírus, a Caixa orienta o resgate por meio do aplicativo FGTS, disponível para tablets e smartphones dos sistemas Android e iOS. Nesse caso, o trabalhador pode programar a transferência do dinheiro para qualquer conta em seu nome, independentemente do banco. A operação não tem custo.

As retiradas podem ser feitas nas casas lotéricas, caso esses estabelecimentos estejam abertos, e terminais de autoatendimento para quem tem senha do Cartão Cidadão. Quem tem Cartão Cidadão e senha pode sacar nos correspondentes Caixa Aqui, caso esses estabelecimentos estejam autorizados a abrir. Basta apresentar documento de identificação.

Atendimento

Desde o último dia (24), as agências da Caixa estão funcionando em horário reduzido, das 10h às 14h. O atendimento está restrito a quem não puder resolver o problema por canais eletrônicos. As dúvidas sobre valores e a data do saque podem ser consultadas no aplicativo do FGTS, pelo site da Caixa ou pelo telefone de atendimento exclusivo 0800-724-2019, disponível 24 horas.

O saque-aniversário não está relacionado ao saque imediato, que previa a retirada de até R$ 998 do FGTS de todas as contas ativas e inativas. As retiradas nessa modalidade começaram em setembro do ano passado e acabaram ontem (31). O dinheiro de quem não fez o saque retornou para a conta do FGTS.

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Contra a maré: como as cotas do fundo Explora vêm subindo em meio à crise

SÃO PAULO – Enquanto o índice Ibovespa acumula queda de cerca de 35,5% no ano, a cota do fundo da Explora Investmentos fez mais do que resistir aos impactos do coronavírus nos mercados. Subiu 17%.

Em entrevista exclusiva ao Coffee & Stocks nesta terça-feira (31) Eduardo Munemori, gestor da Explora, revelou o que está por trás da valorização do fundo em um momento tão turbulento.

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“No geral, estávamos vendendo empresas caras e alavancadas, características que deixam pouca margem para qualquer deslize. É claro que ninguém prevê um evento extraordinário como esse, mas conseguimos passar bem por ele. Nossos shorts (posições vendidas) caíram em média 50% enquanto os longs (posições compradas) caíram não mais do que 32%”, conta.

Segundo ele, no geral, o fundo estava com mais posições vendidas do que compradas, com uma exposição líquida (valor das posições compradas subtraído da parcela vendida) de quase -30% e chegando a ficar em -40%.

“Hoje, a posição short diminuiu e a exposição líquida caiu para -5% ao longo do mês. Cerca de 80% dessa redução na exposição vendida veio da redução desses shorts e só 20% veio através de compras de nomes que já tínhamos ou novos nomes”, afirmou Munemori.

Cautela em primeiro lugar

Para Munemori, no entanto, o momento ainda é de cautela. “Temos algumas variáveis que não temos nenhum controle e a visibilidade ainda é muito baixa. Temos que ver a efetividade das políticas que estão sendo adotadas por Governos e Bancos Centrais. Estamos cautelosos e de uma forma gradual e diversificada montando posições novas e adicionando aos nomes atuais”, afirmou.

Questionado por Thiago Salomão sobre suas projeções para a bolsa até o final de abril, Munemori salienta o risco. “Ainda está muito complicado. Não vejo motivos para comprar agressivamente agora. Meu pano de fundo é que não vai ser agora que as coisas vão andar, mas vão se acertando ao longo do tempo”, disse.

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A menina dos olhos

No carrinho da Explora, Munemori destaca a presença da fintech brasileira de meios de pagamentos Stone, que tem suas ações listadas na bolsa de Nova York (Nasdaq).

“Através das maquininhas, a Stone conseguiu criar uma rede de relacionamento com todas essas empresas e, através dela, consegue ter um canal de comunicação com uma visão privilegiada dos business de cada uma dessas empresas”, afirma Munemori.

Ele também elogia a iniciativa da Stone de desenvolver um software de gestão para empresas, que, segundo ele, amplia a visibilidade do empresário sobre todo seu negócio e gera informações para toda cadeia produtiva envolvida.

“A Stone não tem um endividamento líquido expressivo, está pronta para passar por esse momento dificílimo e é um dos exemplos de empresas que vão conseguir atravessar essa crise. Temos que olhar pra isso aqui mais como uma oportunidade (porque os resultados vão cair), mas a gente sabe que isso volta lá na frente, as pessoas vão continuar transacionando”, declara.

O gestor também contou durante a entrevista que a carteira do Explora está mais diversificada do que o de costume. “Estamos com 17 nomes na carteira sendo que geralmente tivemos menos de 15 com uma grande concentração nas 4 maiores”, disse, acrescentando que cerca de 70% da parte comprada do fundo está alocada no Brasil e toda a ponta vendida está fora do país.

A entrevista de Munemori faz parte de uma série de conversas do Stock Pickers com os maiores especialistas em ações do Brasil. Para assistir agora a 6 videoaulas com os principais gestores e analistas do setor, basta clicar aqui.

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Como a Forpus ganha dinheiro em eventos extremos do mercado

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SÃO PAULO – Em um ano a ser esquecido nos mercados até aqui, gestores que conseguiram cair bem menos do que os demais merecem ser estudados. É o caso da Forpus, que apresentou rentabilidade positiva de 2,26% no dia que ficou conhecido como Corona Day, ante baixa de 7% do Ibovespa.

Àqueles que consideram a proeza pura sorte, a gestora coleciona um histórico de destaques em eventos improváveis, caso do Joesley Day (-0,8%), dia em que o Ibovespa derreteu 10%; do processo que levou ao impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff – em março de 2016, a carteira da Forpus valorizou 72%, frente a 17% do benchmark -, e do ano que marcou a eleição do atual presidente Jair Bolsonaro (+48%, ante 15% da Bolsa). Desde março de 2015, quando foi criado, o veículo da casa apresentou valorização de 272%, frente a 30% do Ibovespa.

Luiz Nunes, um dos sócios-fundadores da gestora, foi o primeiro convidado da série Stock Pickers – Aprendizados em Tempos de Crise. Clique aqui para acompanhar todos os episódios da série.

Em uma entrevista exclusiva aos apresentadores do Stock Pickers Thiago Salomão e Renato Santiago, ele explicou qual é a estratégia da gestora para aliar rentabilidade no longo prazo à resiliência em momentos de estresse.

Para assistir a íntegra em vídeo, basta clicar aqui.

“A carteira da Forpus é uma carteira de ações formada de maneira top-down (de cima para baixo). Não temos um time gigantesco de analistas olhando ação por ação todos os dias. Temos um comitê macro que vê os vetores políticos e macroeconômicos mais importantes daquela situação que a gente está vivendo. Vemos os vetores que vão bater em setores. A gente gosta de ter na carteira entre 3 a 4 setores comprados para 1 setor vendido”, afirma Nunes.

É só depois de analisar os setores que devem se beneficiar do ciclo econômico é que a casa parte para o stock picking propriamente dito. Mesmo assim, a carteira da gestora pode ter facilmente 4 ou 5 empresas em um único setor, destaca. “Não fazemos calls por ações, mas sim por setores”.

“Depois da eleição gostávamos do setor bancário. Quais bancos? A gente escolhe os que julgamos melhor em dado momento. Chegamos à conclusão que não apenas o setor como um todo iria bem, mas que a melhoria de captação, de gestão e governança também seriam pontos relevantes. Então pesamos um pouco mais a mão no Banco do Brasil”.

Ele conta que, eventualmente, algumas ações podem se enquadrar em mais de um setor de sua análise. Nesse caso, a convicção pelo posicionamento é reforçada.

“Um exemplo é a Paranapanema. É uma empresa que já sofreu tanta pivotagem. Tem como matéria-prima o cobre. A gente tinha um call muito positivo com infraestrutura, com real estate e um call de queda das commodities. Era uma ação que fazia parte de três teses. É assim que a gente monta a carteira que julgamos que vai ser vencedora”.

Nunes explica que o fundo segue uma estratégia 130% comprada e 30% vendida, o que lhe confere uma exposição líquida de 100%. Diferentemente de fundos que buscam uma correlação negativa entre as posições long e short, a Forpus tenta gerar um double-alpha. “Não fazemos pares, nós queremos ganhar nas duas pontas.”

Depois de montar a estratégia em ações que os gestores partem para a proteção. “É aqui que entendemos onde estão as brechas”, explica Nunes. O hedge da carteira fica por conta de um robusto book de opções, que ocupa entre 1,5% e 2% do patrimônio dos fundo. “Para poder acelerar o carro como a gente acelera, precisamos de um bom seguro.”

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“O Brasil que não funciona”

A cota número 1 do fundo Forpus Ação FIC FIA data do dia 10 de março de 2015. À época, a ex-presidente Dilma Rousseff acabara de se reeleger.

“O dólar estava muito alto, todo mundo queria ir embora para Miami, diziam que Brasil não iria dar certo. Não era como o cenário atual, visões positivas sobre o Brasil”, lembra Nunes.

Àquela altura, ele e seus sócios batizaram a carteira recém-criada de “O Brasil Que Não Funciona”.

“Não era uma carteira de consumo, Real Estate, shoppings bombando, Condado bombando. Era para fazer o cotista dormir bem” brinca.

Recheadas de exportadoras e commodities, a carteira “O Brasil Que Não Funciona” nascia com papéis de Klabin, Suzano, Embraer, entre outras. “Nada de empresas ‘bacanas’”, lembra Nunes. De março a dezembro daquele ano, a Bolsa caiu 10%, enquanto a carteira subiu 5%.

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Proteção desde o D+0

As carteiras da Forpus mudam. Os princípios que as regem, não. Nunes conta que desde o primeiro dia, o fundo já se protegia de cisnes negros na economia. E para a carteira “O Brasil que Não Funciona”, o maior risco era o Brasil dar certo.

“2014 e 2015 tinham sido 2 anos de PIB negativo e a inflação rasgou. Existe a inflação boa, de país desenvolvido, excesso de demanda e atividade alta. E existe a inflação ruim, do país subdesenvolvido por falta de confiança do BC de que vai ter manutenção da política monetária, desvalorização cambial e possibilidade de não honrar pagamentos de dívidas. Nosso maior risco aqui era o Brasil dar certo. Se o PT cair, a gente iria ter o problema de o Brasil der certo”, explica.

Na análise do fundo, as empresas que mais sofriam com o governo Dilma eram as estatais. A forma de se proteger de uma ruptura — algo extremamente improvável naquele momento — seria comprar calls (opções de compra) dessas companhias.

“Decidimos montar um padrão de proteção completamente heterodoxa. O padrão é proteção put, mas a gente comprou call. Compramos cesta de estatais, mas com foco em Petrobras e Banco do Brasil.”

A Forpus carregou as opções por mais de um ano na carteira. Em março de 2016, com o vazamento da delação de Delcídio Amaral e a situação frágil da então presidente Dilma, o impeachment passou a ser dado como certo, e as estatais decolaram.

“Foi quando nossa carteira de proteção entrou no preço. O Banco do Brasil estava cotado a R$ 9; três dias depois estava em R$ 21. A nossa carteira que era mais focada em exportadoras foi super mal, mas a proteção mais do que compensou”, recorda.

Novo ciclo, vida nova

O cenário macro mudou, e a carteira da Forpus teve de acompanhar. “Dali para frente, entendemos que não seria mais aquele tipo de presidencialismo, então pegamos um pouco daquele caixa para carteira mais construtiva. Praticamente mesma carteira que usamos até duas semanas atrás”, diz.

Se em 2015 e 2016, as opções protegiam os cotistas do fundo de um “país que desse certo”, agora os ativos tinham o papel oposto — em caso de “o Brasil dar errado”. Tendo como novo cenário-base a retomada econômica, uma agenda de privatizações e a a volta do “gringo” à Bolsa, a gestora passou a comprar ações de bancos e estatais, com preferência para as large-caps.

“Era um tipo de ação e setores muito correlacionados com o Ibovespa. Acreditávamos no Brasil, mas mais naquela metade das large-caps. Porque o mundo vinha muito bem em 2016, crescendo, com Trump acabando de ser eleito. Teve até um repique na Bolsa, mas não entendemos como um grande problema. Mas a gente imaginava que poderia ter um problema institucional brasileiro”.

Nunes conta que nem em 2017, quando o bull-market ganhava combustível com a tramitação da Reforma da Previdência, a Forpus abriu mão do seguro em opções. Afinal, ninguém paga o seguro de um carro esperando que ele seja roubado. E aí veio o Joesley Day.

“É aquela frase famosa: No Brasil nem do passado a gente tem certeza, é uma grande verdade. Não dava pra fazer uma super aposta com o dinheiro de cotista, com algo que não sabia se iria acontecer. Acontece o momento Joesley Day, e aí a Bolsa cai 10%. Nesse dia, a gente não caiu quase nada; naquele mês até subimos. Estar sempre protegido é muito importante. E a gente estava”.

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Eleição de 2018

Após o vazamento das gravações envolvendo o então presidente Michel Temer e Joesley Batista, os mercados se recuperaram em pouco tempo. O próximo foco de atenção da Forpus tornou-se a eleição de 2018.

Embora seu cenário-base tenha se confirmado com a vitória de um candidato de direita, a gestora mais uma vez carregava opções na carteira caso estivesse enganada.

“Vai que o PT ganha. A chance era baixa? Era, mas poderia acontecer. Trocamos pedaço relevante da carteira. Em vez de trocar nomes, os mantivemos, mas trocamos por opções. Se desse errado, estaria protegido, se desse certo, acertamos também.”

Uma das boas surpresas para o fundo foi a eleição de Romeu Zema para o governo de Minas Gerais. “Conseguimos ver de forma rápida que ele iria para o segundo turno. A gente ganhou bem com Cemig, compramos opções com Cemig, fizemos investimento acreditando que aquele portfólio maximizaria o ganho se desse certo a aposta. E se desse errado, opções nos ajudariam muito”, afirma.

Novo ciclo, vida nova (2)

A partir da eleição de 2018, o cenário-base da gestora mudou novamente, conta Nunes. A tese passou a ser a de que os principais vetores de risco não viriam mais do mercado doméstico — e sim, do exterior.

Dali em diante, a gestora passou passou a apostar na queda de juros e na melhora do consumo interno, do emprego, da renda e do mercado de crédito. A previsão era a de que a capacidade ociosa da economia também caísse.

“E aí chegou hora de começar a escolher a outra metade do Ibovespa, menos ligada ao mercado lá de fora, mais ligada ao mercado local. Então montamos uma carteira muito focada no mercado imobiliário, na parte de saneamento básico, infraestrutura, consumo, crédito, muito ligado à economia local e tudo que iria desenvolver, na parte de energia.”

Enquanto a posição long da carteira estava no mercado doméstico, a parte short estava no mercado externo. Em 2018, o fundo passou a carregar puts (opções de venda) de S&P, vendo no cenário americano uma série de elementos de risco.

Da eleição à guerra comercial com a China, passando, segundo o gestor, por uma “injeção absurda” de dinheiro na economia e preços “artificiais” de empresas listadas na Bolsa americana.

“E aí, no Carnaval, surgiu o corona-oil. Na quarta-feira de carnaval, chegamos aqui e a Bolsa já cai 7%. A gente sobe 3% A gente sabia que iria ter o coronavírus? Não, mas a gente julgava que o vetor mais frágil dos ativos mundiais eram os ativos de risco americanos, e estávamos protegidos lá.”

Vetor de fragilidade x gatilho

A maioria das vezes em que as opções protegeram o portfólio da Forpus de uma queda mais acentuada, os eventos que levaram ao uso dessas proteções não estavam no radar da gestora. Foi assim com o impeachment de Dilma, foi assim com o Joesley Day e foi assim com o coronavírus.

Para quem diz que o fundo teve sorte de estar posicionado nessas ocasiões, Nunes explica que o objetivo do fundo nunca foi identificar os gatilhos para eventos extremos, mas sim o que chama de vetores de risco, os pontos mais frágeis de um sistema, e se proteger deles.

“A gente nunca tenta adivinhar que vai chover, mas sentir as gotas antes dos outros. Nos outros casos a gente tinha identificado o vetor fraco, nunca o gatilho. Esse é o maior aprendizado. As pessoas sempre querem saber qual vai ser o gatilho, mas você precisa saber qual vai ser o efeito.”

Novo ciclo, vida nova (3)

Nunes explica que, no cenário atual, a Forpus precisou ajustar novamente sua carteira. E vê boas oportunidades.

“Estamos comprados mais em large-caps no Brasil, com a oportunidade de comprar empresas por preços que você nunca imaginou, e que não tínhamos coragem de comprar 50% mais caro”, comemora.

Na ponta short, a empresa aposta na queda de empresas que se deram muito bem com o coronavírus e devem “voltar à normalidade”.

As proteções da casa estão em puts de bonds americanos e calls de mineradoras de ouro.

Por fim, a Forpus avalia uma terceira sub-estratégia para o hedge se sua carteira. “A gente entende que os EUA precisarão fazer um ajuste fiscal, que nenhum presidente quer. Existe o setor americano ligado à defesa em que estamos em short. Esse setor não serve pra nada se não for ter guerra”, argumenta.

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Crítica ao BC

Nunes aproveitou para criticar a decisão do Banco Central em reduzir a Selic de 4,25% para 3,75% ao ano na última reunião do Copom. Segundo ele, a medida pressionou ainda mais o câmbio e tem o potencial de pressionar a inflação.

“Achamos que deveria ter subido. Importou inflação com o corte dos juros. Nosso problema no Brasil não é Magalu e Vale; é o bar do alemão, a PME que tem 15 dias de caixa. Tinha que subir juros, estancar a alta do dólar, reduzir a inflação futura, liberar investimentos e inundar os bancos de dinheiro que vai dar crédito mais barato para as empresas”.

Aberto até quando?

Nunes ressalta que, em última instância, a principal métrica de risco da Forpus é a liquidez. Por isso, o fundo não tem pretensão de crescer para a casa do R$ 1 bilhão em patrimônio líquido. “Hoje, conseguiríamos zerar 100% do fundo em 7 dias. E vamos fechá-lo com 800 milhões”, explica.

Hoje, a casa gere um patrimônio líquido de R$ 350 milhões.

Segundo Nunes, a Forpus tem o plano de abrir em breve outros dois fundos, um de Previdência e outro institucional, ambos long only.

E a concorrência?

Thiago Salomão ainda perguntou a Nunes o que ele pensa sobre os fundos que não estavam protegidos para a crise. Para o gestor, não existe qualquer problema nas estratégias deles e cabe ao investidor entender o seu perfil – e, se julgar necessário, investir em fundos que busquem menos volatilidade.

“Tem muito investidor que é acumulador de ações, acumulador de patrimônio. Para essa pessoa não faz tanta diferença. Para quem quer ser sócio de grandes empresas no longo prazo, esses eventos são oportunidade de comprar. Esse é o caso de grandes fundos que abriram agora para captar mais, como a Dynamo, a Bogari, e alguns fundos mais novos”, defende.

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Tesouro Direto: título paga a inflação mais juro de 4,44% ao ano nesta terça-feira

SÃO PAULO – Apesar de sinais de recuperação da economia chinesa, o aumento no número de casos de coronavírus ao redor do mundo segue gerando um ambiente de incerteza nos mercados. Com uma maior aversão a risco, os títulos indexados à inflação negociados no Tesouro Direto apresentaram alta na tarde desta terça-feira (31).

O Tesouro IPCA+ com juros semestrais e vencimento em 2030 pagava 3,92% ao ano, ante 3,90% a.a. na tarde de segunda-feira (30). O título com vencimento em 2035, por sua vez, oferecia um prêmio anual de 4,44%, ante 4,39% ao ano anteriormente.

Com relação aos papéis prefixados, o juro do título com vencimento em 2023 cedia de 5,41% para 5,30% ao ano, enquanto o Tesouro Prefixado 2026 pagava 7,11% ao ano, ante 7,22% a.a. ontem.

Confira os preços e as taxas dos títulos públicos ofertados nesta terça-feira (31):

Fonte: Tesouro Direto

Noticiário

Na agenda de indicadores domésticos, a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad) mostrou um aumento no desemprego em meio ponto percentual, para 11,6%, no trimestre até fevereiro, em linha com a expectativa mediana dos economistas compilada no consenso Bloomberg. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o número chegou a 12,3 milhões de pessoas desocupadas.

No exterior, destaque para os dados positivos dos índices dos gestores de compras (PMI) da indústria, serviços e composto da China, que mostrou sinais de retomada da economia chinesa no mês de março.

Após ter caído a 37,5 pontos em fevereiro, o índice dos gestores de compras da indústria subiu para 52 pontos em março. O PMI composto chinês (indústria mais serviços) ficou em 52,3 pontos neste mês, também indicando uma sólida retomada sobre os dados fracos de fevereiro, quando despencou a 29,6 pontos.

Leia também:
• Tesouro Direto: aumento das taxas abre oportunidades em papéis prefixados e atrelados à inflação

Durante o dia, investidores continuaram olho nas medidas anunciadas por governos para tentar minimizar os impactos econômicos, dado o aumento do número de casos de coronavírus.

No mundo, o número de pessoas contaminadas pela Covid-19 superou 800 mil, enquanto o número de mortos ultrapassou 38 mil. Apenas no Brasil, são mais de 4,6 mil casos confirmados e 165 mortes.

Nos Estados Unidos, o Secretário do Tesouro, Steven Mnuchin, disse que o governo está disposto a pedir mais dinheiro ao Congresso se o pacote de US$ 2 trilhões, já aprovado, for insuficiente para conter os efeitos da pandemia.

No Brasil, o Senado aprovou ontem o auxílio emergencial de R$ 600 para brasileiros de baixa renda que sejam trabalhadores autônomos, informais ou microempreendedores individuais. O projeto segue agora para a sanção do presidente Jair Bolsonaro.

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terça-feira, 31 de março de 2020

Como declarar imóveis no Imposto de Renda 2020

Quem vendeu ou doou um imóvel em 2019 precisa informar à Receita Federal na declaração do Imposto de Renda 2020. O prazo final para entrega da declaração é até dia 30 de abril.

Quem vendeu o imóvel no ano passado deve ter preenchido o Programa de Ganhos de Capital (GCap), que está disponível no site da Receita. O programa permite calcular o imposto devido sobre o lucro obtido na venda do imóvel. Também possibilita importar os dados diretamente para a declaração do Imposto de Renda.

O imposto, de 15% sobre o lucro, deve ser pago até o último dia útil do mês seguinte à venda. Quem não pagou o imposto no prazo certo deve preencher o GCap para calcular o tributo devido e, depois, baixar o programa Sicalc, que vai emitir o boleto para pagar o imposto (Darf), já com o acréscimo de juros e multas.

Feito isso, no momento de preencher a declaração do IR, basta importar as informações incluídas no GCap para o programa gerador da declaração, na aba “Ganhos de Capital”. É só clicar em “Importação GCap 2018”.

Ao importar os dados, o lucro obtido na venda será inserido de forma automática na ficha “Rendimentos Sujeitos à Tributação Exclusiva/Definitiva”. Se a venda for isenta de Imposto de Renda, o valor será transferido, também de forma automática, para a ficha “Rendimentos Isentos e Não Tributáveis”.
Além de preencher e importar os dados do GCap, o contribuinte também deve excluir o imóvel da ficha “Bens e Direitos”, se ele estiver lá. Para isso, deve abrir a ficha, selecionar o imóvel que já tinha sido declarado e clicar em “Editar”, no canto inferior direito da tela. Depois, no campo “Situação em 31/12/2018”, basta repetir o valor do imóvel que já tinha sido informado na declaração anterior. Em seguida, é só zerar o campo “Situação em 31/12/2019”.

Na coluna “Discriminação”, é preciso informar que a venda foi realizada, incluindo o nome e o CPF ou CNPJ do comprador e o valor pelo qual o imóvel foi vendido. Se o comprador tiver adquirido o imóvel por meio de um financiamento, essa informação e o nome do banco que concedeu o crédito também podem ser incluídos nesse campo.

Caso o contribuinte tenha comprado e vendido o imóvel no ano passado, as informações sobre o bem não devem ser inseridas na ficha “Bens e Direitos”.

Venda do imóvel financiado

Quem vendeu um imóvel em 2019, mas ainda não quitou o financiamento, deve apurar o lucro obtido na venda de acordo com os valores efetivamente pagos no financiamento. Ou seja, se o vendedor quitou metade do valor do financiamento, deve declarar apenas a venda desse valor.

O lucro a ser informado no GCap também deve ser proporcional à fatia já paga pelo imóvel, caso a venda da unidade não seja isenta do Imposto de Renda. Após fazer esse esse cálculo, o contribuinte deve declarar o lucro da mesma forma que na venda de um imóvel quitado. Posteriormente, o imóvel também deve ser excluído da ficha “Bens e Direitos”.

Venda do imóvel em parcelas

Se o comprador adquiriu o imóvel em parcelas e o vendedor ainda está recebendo o pagamento, deve preencher o GCap com a data do contrato e o valor total da venda, mas com a ressalva de que os valores estão sendo recebidos a prazo.

Dessa forma, o programa emite Darfs proporcionais aos valores recebidos pelo contribuinte. Ou seja, os impostos a serem pagos também são proporcionais às parcelas recebidas.

Ao receber cada pagamento, o vendedor tem até o último dia útil do mês seguinte à data de quitação da parcela para recolher o Imposto de Renda proporcional ao valor. Se o vendedor continuar a receber os pagamentos neste ano, deve informar no GCap que o restante do valor será recebido em 2020.

Regras de isenção

O Imposto de Renda que incide sobre o lucro da venda de imóveis é de 15%. No entanto, a operação é isenta do pagamento do imposto se o contribuinte vender seu único imóvel por valor igual ou inferior a 440 mil reais, desde que não tenha vendido outra unidade nos últimos cinco anos.

O lucro obtido com a venda também é isento caso o imóvel tenha sido adquirido até 1969. Imóveis comprados entre 1970 e 1988 não têm isenção, mas um percentual fixo é descontado do ganho de capital, que varia entre 5% e 95%, de acordo com o ano de aquisição do imóvel. Quanto mais antigo o imóvel, maior o percentual de redução sobre o imposto.

O contribuinte também não paga tributos sobre a transação caso o lucro da venda do imóvel seja usado para a compra de outra unidade residencial situada no Brasil, em até 180 dias. Nesse caso, é possível utilizar todo o dinheiro da venda para comprar um ou mais imóveis residenciais e obter isenção total do imposto, ou usar apenas uma parte do dinheiro e pagar a alíquota proporcional ao valor restante.

É necessário apontar a opção na hora de preencher o GCap para utilizar o benefício, que pode ser usado apenas uma vez a cada cinco anos. Caso o contribuinte não utilize o benefício fiscal ou parte dele após os 180 dias, deve pagar o imposto sobre o lucro obtido a partir da operação, acrescido de juros de mora. Além disso, se o imposto não for pago em até 210 dias contados da data do contrato, também é acrescida uma multa.

Doação de imóvel

A doação de um imóvel não gera lucro ao proprietário e é isenta de Imposto de Renda. Apenas quem recebe o imóvel doado pode ter que pagar um tributo estadual, o Imposto de Transmissão Causa Mortis e Doações (ITCMD ou ITD), cuja sigla, limite de isenção e valor variam conforme o estado.
O contribuinte deve informar o imóvel o imóvel doado na ficha “Bens e Direitos”. Na linha referente ao imóvel, o doador deve informar a transferência e incluir os dados do beneficiário.

No campo “Situação em 31/12/2018”, deve repetir o preço de aquisição do imóvel informado na declaração anterior. Já a coluna “Situação em 31/12/2019” deve ser zerada.
A transferência do bem também deve ser informada na ficha “Doações Efetuadas”. O contribuinte deve preencher o campo “Discriminação” com os dados do beneficiado e o valor do imóvel doado.

Este artigo foi publicado primeiro no site https://https://exame.abril.com.br/